Associação Comercial e Industrial de Limeira
18/fev a 24/fev de 2010

Marketing

Datas comemorativas levam consumidor às compras

Todo empresário sabe aproveitar as datas comemorativas do Natal e Dia das Mães como estratégia de promoção de vendas. Muito além das datas campeãs de vendas, outra centena delas – que homenageiam profissionais, como médicos e costureiras – também guardam potencial de vendas. Desde que essas categorias estejam na lista de clientes habituais do ramo de atuação do empreendimento.
“É obrigatório utilizar bem as datas principais. Se o empresário não o fizer, já está perdendo espaço na conquista de clientes”, ressalta o consultor de Marketing do Sebrae-SP, Wlamir Bello.
O consultor alerta que além da data a ser explorada, é preciso conhecer o público-alvo do empreendimento, a cultura local e as características regionais. “Tudo depende do nicho de atuação e do perfil dos clientes. Uma loja de produtos para informática, certamente, tem entre seus clientes médicos e advogados. Com uma consulta ao banco de dados da empresa, é possível elaborar uma campanha de marketing para esses profissionais nas datas que homenageiam essas categorias e provocar um aumento nas vendas”, afirma Bello.
O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, destaca que o apelo emocional das principais datas comemorativas deixa o consumidor mais motivado às compras: “Planejando-se com antecedência, as datas podem ser um diferencial e alavancar o desenvolvimento dos negócios, vendendo mais e melhor”.
“É uma promoção adequada ao perfil do cliente”, reitera o consultor Wlamir Bello. “A recomendação geral é a elaboração de um sistema de informação empresarial, que nada mais é que o cadastro de clientes, para elaborar a estratégia mais interessante de divulgação”, completa Wlamir.

Estratégia
Para o consultor, o planejamento favorece o pensamento estratégico e estimula a coleta de maior quantidade de informações sobre as características de cada data: como foram as vendas daquela data no passado? Quais as perspectivas para este ano? O que dizem os fornecedores? Quais as novas oportunidades? As respostas serão a base para os lojistas estruturarem seu calendário promocional e a criação de uma agenda de tarefas. Planejando com antecedência o lojista cria condições para o surgimento de novas ideias de marketing, sai na frente da concorrência e aumenta as vendas.

Copa e eleições
Além dos feriados e datas comemorativas que tradicionalmente movimentam a economia, 2010 promete esquentar ainda mais o ritmo de atividades, com a Copa do Mundo e as eleições. Aproveitar essas duas oportunidades para gerar mais negócios é uma rotina para os empresários que atuam nos setores tradicionalmente ligados aos eventos, como lojas de artigos esportivos, gráficas, indústrias de brindes, agências de turismo e empresas de eventos.
Outro marco importante será a Copa do Mundo de 2014, que representará oportunidade ímpar para o desenvolvimento do País. O Sebrae constituiu os comitês técnico e diretivo para lidar com o tema e preparar e aperfeiçoar a gestão das micro e pequenas

Foto: DIVULGAÇÃO
Vitrine bem montada atrai clientes

 

Medidas simples ajudam a vender mais

Para atrair e tornar fiéis os clientes, os empreendedores têm como aliado o visual merchandising, recurso que interfere no comportamento do consumidor. O conceito, sem tradução na língua portuguesa, pode ser entendido, com base na definição da American Marketing Association, como “todo esforço feito pela empresa no ponto de venda para tornar o produto mais atraente e vendável”. Além da propaganda, da comunicação externa, veja as dicas do consultor do Sebrae-SP, Gustavo Carrer, sobre a disposição dos produtos e a organização do espaço, que podem ampliar as oportunidades de vendas:

Layout geral: Deve permitir a circulação dos clientes e proporcionar ampla visão da loja, suas seções e áreas e possibilitar variações conforme a época do ano e as promoções.

Móveis e equipamentos: Devem ser adequados aos produtos que serão expostos na loja e ocupar não mais que 40% da área total de vendas.

Disposição dos produtos: Os itens devem estar separados por categoria, por afinidade, complementaridade ou de acordo com público-alvo (sexo, tamanhos, cor, preço, marca ou estilo).

Comunicação visual interna: Aproveitar bem todos os espaços disponíveis na loja: paredes, colunas, teto, balcões, divisórias.

Música ambiente: A música cria um apelo indispensável no ambiente da loja e precisa ser adequada ao seu estilo e público-alvo, mas o volume do som não pode prevalecer sobre a voz do vendedor.

Climatização: A temperatura ideal para compras varia de 22ºC a 26ºC, o que vai exigir ventiladores ou ar condicionado nas lojas da maior parte das cidades brasileiras.

Iluminação: Deve destacar mercadorias, decorar espaços especiais e acompanhar o estilo e personalidade do estabelecimento.

Provadores: Precisam oferecer segurança, ser espaçosos, arejados e climatizados, com bancos ou cadeiras, cabides e espelho.

Preços: Devem ser expostos na própria mercadoria, nas prateleiras ou nos expositores, de forma totalmente legível. As condições de pagamento, os prazos, as parcelas, a taxa de juros adotada e o preço à vista devem ser destacados. O consultor do Sebrae-SP lembra que “produtos sem preço não vendem e ainda expõem a empresa a penalidades previstas no Código do Consumidor”.