A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2009 com uma taxa acumulada de 4,31%, abaixo da meta estipulada pelo Banco Central para o ano, de 4,5%. Trata-se do segundo menor índice desde 2000, acima apenas do resultado de 2006 (3,14%). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Em dezembro, a taxa ficou em 0,37%, ante 0,41% em novembro. O IPCA é o índice oficial utilizado pelo BC para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O resultado fechado do ano veio dentro das projeções, que variavam de 4,23% a 4,34%, com mediana de 4,30%. Em 2008, o IPCA acumulou alta de 5,90%.
Segundo o IBGE, enquanto a inflação de 2008 (5,90%) foi influenciada pelos alimentos (que fecharam aquele ano com alta de 11,11%), em 2009 os produtos alimentícios subiram bem menos (3,18%), com contribuição fundamental na desaceleração do IPCA na passagem de um ano para o outro.
Apesar da perda de ritmo no aumento dos alimentos, o item refeições em restaurante registrou alta de 9,05% no ano passado, representando a maior contribuição individual (0,37 ponto porcentual) na inflação de 2009.
No grupo dos produtos não alimentícios, colégios (5,94%) e empregado doméstico (8,73%) empataram na segunda maior contribuição para o resultado do ano (0,28 ponto porcentual cada um).
Combustíveis
Os combustíveis fecharam 2009 com alta bem mais expressiva do que em 2008. No ano passado, o item subiu 2,61%, com contribuição de 0,16 ponto porcentual, em oposição ao resultado de 0,55% e contribuição de 0,03 ponto em 2008. Em 2009, o álcool variou 14,98%; e a gasolina, 2,06%. A alta do preço do álcool, segundo o IBGE deveu-se à menor oferta e, como consequência, os preços da gasolina também aumentaram. |