Associação Comercial e Industrial de Limeira
17 a 23 de dezembro de 2009

Vitrine

Vendas de vestuário em alta
Pesquisa realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) apontou que 60,5% dos consumidores adquiriram itens de vestuário durante os últimos seis meses, seguidos de eletrônicos, com 28,4%.
“A crise mudou o comportamento dos clientes em relação às compras. O paulistano continuou gastando, mas optou por produtos que não dependiam de crédito, como mostra a preferência por roupas. Já os móveis (22,3%) e eletrodomésticos (25,7%), bens de maior valor, foram adquiridos por menos pessoas”, diz Marcel Solimeo, economista e diretor da ACSP.

Boa notícia
A boa notícia para os lojistas é que, em outubro, as vendas de maior valor tiveram crescimento, conforme aponta a pesquisa mensal do comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): móveis e eletrodomésticos tiveram expansão de 0,3% em comparação com outubro do ano passado, a primeira variação positiva do ano. A pesquisa da ACSP confirma a boa notícia e vai mais longe: indica que os paulistas e paulistanos continuarão comprando. Quando questionados sobre a previsão de gastos para os próximos seis meses, o item vestuário manteve-se na preferência de todas as classes sociais pesquisadas, com 43,3% das intenções de compra.

Melhor agora
O levantamento mostra que 69,3% dos entrevistados dizem estar melhor, financeiramente, agora do que no ano passado; 18,2% declararam que nada mudou e apenas 12,5% sentiram piora. Na opinião de Marcel Solimeo, esse otimismo tem muito a ver com a situação do emprego, pois mais pessoas estão trabalhando em relação ao ano passado. “O setor de serviços foi o que mais empregou neste ano e, por regra, o segmento paga salários mais baixos do que a indústria, por exemplo. Mesmo assim, como várias pessoas que passaram a trabalhar estavam desempregadas há muito tempo, o otimismo refletiu-se na sua visão de presente e futuro.”
Tanto é assim que, em relação ao futuro, as pessoas também estão otimistas e a maioria acha que a situação econômica do Brasil ficará melhor do que está. De acordo com a pesquisa, 67,6% acreditam em dias melhores do que os atuais, 15,1% disseram que estaremos iguais e 17,3% apostam em piora da situação.