Tudo indica que o tão temido ano de crise vai terminar bem. O setor de supermercados havia projetado, no início do ano, um crescimento de vendas para 2009, em relação a 2008, de 2,5%. O índice passou para 4,5%. E agora, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, deve ultrapassar os 5%.
O Natal também está sendo esperado de forma positiva. Só em dezembro, a alta nas vendas pode ser de 10%, em comparação a igual mês de 2008. Para se ter uma ideia do que esse número significa, o aumento de vendas em dezembro de 2008, em relação a 2007, foi de 6%. “O Natal do ano passado não foi bom. O clima era difícil, em razão da crise internacional, com demissões em alta, e incertezas na indústria. Hoje o cenário é totalmente diferente”, diz o presidente da Abras.
“Só em setembro, as vendas do setor supermercadista cresceram 6%, em relação a igual mês de 2008. Se compararmos com agosto deste ano, será apurada uma queda de 4%. Mas o índice não preocupa”, detalha Honda. No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, o aumento foi de 5,37%, já descontada a inflação.
A valorização do real em relação à moeda norte-americana vai favorecer a compra de importados. Honda afirma que esses itens correspondiam a 2,8% do total, no final de 2008. Este ano, podem ultrapassar os 3%, que é o patamar registrado em 2007. “Os produtos importados mais procurados são bacalhau, azeite, vinho, brinquedos e itens do setor têxtil”, diz Honda.
Cesta de alimentos
Em setembro, o preço da cesta com 35 dos alimentos mais consumidos apresentou queda de 0,35%, em relação ao mês anterior. A apuração é feita pela consultoria GFK, a pedido da Abras. Se o valor for comparado a setembro de 2008, o AbrasMercado apresenta alta de 2,91%. O valor passa de R$ 251,99 para R$ 259,33.
Os produtos que mais pesaram no bolso do consumidor em setembro foram sal, que teve aumento de 8,31%, batata, 7,51%, e açúcar, 7,22%.
Já os que registraram diminuição destacada de preço foram frango congelado, baixa de 7,41%, leite longa vida, 5,45%, e creme dental, 4,42%.
IPI – A prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da linha branca, válido até o final de janeiro, vai favorecer a venda não só de geladeiras, fogões e máquinas de lavar, mas também de outros itens.
“A notícia é bem recebida pelo consumidor, e causa um efeito psicológico positivo. As pessoas acabam comprando também outros produtos”, adiantou Sussumu Honda.
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