Associação Comercial e Industrial de Limeira

01 a 07 de outubro de 2009

Economia

Crédito em alta.
Fim de ano positivo

No que depender do crédito, são positivas as expectativas para as vendas de fim de ano. A avaliação é do chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes. Os dados revelam que o prazo médio das operações de crédito com recursos livres para a pessoa física atingiu 498 dias corridos em agosto, o mais alto da série. Segundo ele, esse alongamento, combinado com a trajetória de queda dos juros e a retomada do crescimento do consignado, leva a uma expectativa positiva para as vendas de final de ano. “Todos esses fatores levam à tomada de mais crédito pelas famílias”, disse. A média diária das concessões cresceu 7,3% em agosto em relação a julho, atingindo R$ 7,114 bilhões. A média de agosto de 2008 foi de R$ 7,028 bilhões, que representou alta de 1,2% nessa comparação.
O estoque de operações de crédito do sistema financeiro cresceu 1,5% entre julho e agosto. Em valores nominais, o estoque passou de R$ 1,307 trilhão para R$ 1,327 trilhão. No acumulado do ano, as operações ampliaram-se em 8,1% e, nos 12 meses encerrados em agosto, subiram 19,5%. A relação entre crédito e Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 45,2% em agosto. Em julho, esse percentual era de 44,8%.
A taxa média de juros das operações de crédito com recursos livres ficou em 35,4% em agosto, ante 36% em julho. O juro médio para pessoa física recuou de 44,9% para 44,1% e, para pessoa jurídica, cedeu de 26,7% para 26,4%, nessa mesma relação. O spread bancário (diferença entre a taxa de captação dos bancos e o juro cobrado do consumidor) ficou em 26,3 pontos percentuais no mês passado, ante 26,8 pontos percentuais em julho. O spread para as pessoas físicas recuou de 35,2 pontos, para 34,3 pontos, enquanto para pessoas jurídicas teve ligeira queda de 17,9 para 17,8 pontos percentuais.
A inadimplência média (medida pelo volume de contratos com atraso superior a 90 dias em relação ao total) ficou estável em 5,9%. O nível de calote das pessoas físicas caiu de 8,5% para 8,4% de julho para agosto e o das empresas aumentou de 3,8% para 3,9%. Em agosto do ano passado, a inadimplência média do sistema era de 4,2%, com as pessoas físicas registrando taxa de 7,5% e as pessoas jurídicas, 1,7%. O BC informou ainda que a inadimplência das empresas em agosto último foi a maior desde maio de 2001, quando a taxa estava em 4,2%.
Com relação à inadimplência, Lopes destacou a estabilidade no indicador para pessoa física e afirmou que, a partir de setembro, os índices de calote para esse segmento devem cair, refletindo a tomada mais intensa de crédito consignado e também o recuo dos juros.