Associação Comercial e Industrial de Limeira
24 a 30 de setembro de 2009

Vitrine

Compre! Para não sentir culpa depois
Gastar desenfreadamente ou mais do que se ganha costuma gerar remorso nos consumistas. Entretanto, pesquisa da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriu que o remorso pode ser ainda maior se, em vez de gastar, a pessoa poupar demais. Os psicólogos especializados em relações com o consumo já até rotularam essa síndrome de hipermetropia – o mesmo termo usado pelos oftalmologistas para definir o problema dos que não enxergam bem de perto.

Tudo passa
Os preocupados demais com o futuro acabam não aproveitando a vida, o que resulta em frustrações. De acordo com o pesquisador Ran Kivetz, os experimentos mostram que se dar um prazer imediato gastando demais ou comprando algo que não é necessário também resulta em remorso, mas ele é apenas passageiro.

Prazer e remorso
Nesse estudo, os psicólogos de Columbia perguntaram a estudantes de nível médio como se sentiam em relação ao equilíbrio entre trabalho e lazer em suas férias. Imediatamente depois do período de descanso, os principais remorsos dos entrevistados estavam ligados a não estudar, trabalhar ou economizar o suficiente. Mas quando eles avaliaram as mesmas férias um ano depois, havia maior probabilidade de lamentos por não terem se divertido, viajado ou gastado mais. E quando questionados novamente, já aos 40 anos, tinham remorsos ainda mais fortes sobre trabalhar demais e não se divertir o suficiente nas férias.

Sensações
“Em algum ponto existe uma inversão no sentimento e o hedonismo se dissipa, e o que se guarda é essa sensação de ter perdido os prazeres da vida”, destaca o pesquisador em artigo. Ele e Ana Keinan, especialista da Universidade de Harvard, conseguiram mudar o comportamento dos consumidores simplesmente fazendo algumas perguntas às pessoas antes de elas irem às compras. As que foram solicitadas a imaginar como se sentiriam na semana seguinte sobre suas aquisições passaram a comprar com maior parcimônia, priorizando itens básicos como roupas de baixo e meias.

Os gastadores
Já as pessoas que foram solicitadas a imaginar como se sentiriam sobre suas compras em um futuro distante reagiram gastando mais e se concentrando em supérfluos, como bijuterias e jeans de marca. “Quando revejo a minha vida, gosto de lembrar de mim mesmo feliz. Por isso, se algo me faz feliz, vale a pena”, explicou um desses gastadores.