Associação Comercial e Industrial de Limeira

10 a 16 de setembro de 2009

Economia

Frutas brasileiras, trunfo da exportação

Divulgação
Para público exigente a melancia pode ter
caroço comestível ou mesmo vir sem eles

O setor brasileiro de frutas está investindo cada vez mais em pesquisa e tecnologia. Os resultados são produtos diferenciados, com cores fortes, tamanhos inusitados e sabor adocicado. Entre as inovações encontradas no mercado estão itens licenciados, melancias com semente comestível (como pequenos grãos), ou na variedade sem semente, ao lado de frutas exóticas e de cachaças feitas à base de pêra e banana.
Desta forma no ano passado, no total, foram exportadas 888 mil toneladas de frutas frescas, com receita de US$ 724 milhões. Já as frutas processadas, em 2008, renderam US$ 2,4 bilhões. Só o suco de laranja, por exemplo, totalizou US$ 1,23 bilhão.
Outro produto em destaque no mercado internacional é o açaí, fruta produzida nas regiões norte e nordeste do Brasil. Cerca de 60% de toda a safra é exportada. A Amazonfrut, empresa de Belém do Pará, que produz 650 mil toneladas por ano, aposta em crescimento de 10% em 2009 ante o ano anterior. De acordo ‘com o diretor Abílio Cordero, os Estados Unidos são os maiores compradores.
Todas essas novidades foram demonstradas na primeira edição da Feira Internacional de Frutas, Derivados, Tecnologia de Processamento e Logística (Fruit & Log), na capital de São Paulo.

Novos paladares
Essa mudança no paladar do brasileiro aliado à vontade de experimentar novos sabores contribui com o aumento de vendas de frutas exóticas.
É o caso da atemóia, uma espécie de fruta do conde, mas com sementes menores, e da kinsei, uma mistura de tangerina com laranja, de cor forte, formato grande e sabor acentuadamente adocicado.
Segundo um dos produtores da Associação Paulista de Produtores de Caqui (APPC), Francisco Takahiro Yamashita, cerca de 100 mil caixas de 5 quilos de atemóia são fornecidas por ano pela entidade. Desse total, 10% são exportados. Além das frutas exóticas, fazem parte da produção uvas itália e ruby, ameixa e lichia. “Mas as pessoas gostam mesmo é de experimentar novos sabores,” afirma Yamashita.
A APPC é formada por 70 associados que, além de se unir para reduzir custos, trabalham em conjunto aprimorando as técnicas de cultivo. Com capacidade de produção de 9,7 mil toneladas, a área plantada no interior paulista (Mogi das Cruzes, Ibiúna, Piedade, Pilar do Sul, São Miguel Arcanjo, Guapiara, Apiaí e Itapeva) é de 420 hectares.