Álcool gel com preços altos
O Ministério da Saúde passou a recomendar o uso de álcool gel para assepsia das mãos como forma de prevenir a transmissão do vírus da Gripe A, e assim empresas deram início a um comércio novo e boa oportunidade de negócios. Segundo alguns comerciantes as vendas foram tão intensas que num período de quatro dias foram vendidas 8 mil unidades do produto.
Lei da oferta e procura
A busca pelo álcool gel tem sido tão grande, que os comerciantes estão tendo até dificuldade para a reposição em estabelecimentos que vendem o produto, como supermercados, farmácias e perfumarias.
Reajustes
E os preços aumentam no mesmo ritmo da demanda. Para se ter uma ideia do nível do reajuste, o Ministério Público do Paraná constatou um aumento de 900% no litro do álcool gel desde que os primeiros casos da Gripe A foram registrados, há pouco mais de três meses. Antes do início do surto da doença no País, o litro do álcool gel custava, em média, R$ 7. Agora, pode chegar a R$ 50.
Lá em cima
“O aumento de preço está diretamente relacionado à lei da oferta e da procura. Como as pessoas estão mobilizadas em busca do produto e o compram em grande quantidade, seu preço acaba subindo muito”, afirma Marcos Crivelaro, professor de Finanças da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap) e da Faculdade Módulo.
Bom momento
Mas, apesar de a procura ser maior do que a oferta, ele alerta que existe também um certo oportunismo por parte dos fabricantes e de alguns comerciantes. “O álcool gel normalmente não faz parte da cesta de consumo da população. Por isso, alguns fabricantes estão aproveitando o momento para alavancarem a venda, pois tão logo diminuam os casos da doença vai haver também uma queda na demanda pelo álcool gel”, destaca o professor.
Sem impacto
De acordo com Crivelaro, o aumento de preço do produto não terá impacto sobre a inflação, pois o item não compõe a cesta básica de produtos e serviços pesquisados para os índices que medem a variação do custo de vida no País. “Mas o reajuste vai ter influência sobre o orçamento das famílias, que de repente começaram a adquirir, em grande quantidade, um produto que passou a ser considerado caro”, observa.
Economia
Para minimizar os efeitos no bolso, o professor sugere que as famílias comprem uma embalagem grande para ser distribuída em frascos menores, para que cada pessoa utilize individualmente. De acordo com ele, comprar vários frascos pequenos elevaria ainda mais o custo final.
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