Considerada a quarta maior data de vendas para o comércio, o Dia dos Pais, no segundo domingo de agosto, deve implicar um acréscimo de cerca de 5% para o setor do comércio. Segundo pesquisa recente feita pela ACSP/IPSOS, mais da metade dos consultados – 56% – pretende comprar roupas ou calçados de presente e o tíquete médio deve ser de R$ 70. A principal forma de pagamento será à vista, ficando em quase todos os itens acima de 80% dos entrevistados. Essa escolha vem ao encontro de toda a percepção dos economistas e estudiosos de que o consumidor está mais cauteloso ao realizar suas compras. Cauteloso não é, aqui, sinônimo de falta de vontade de comprar, mas de preservação de seu poder de compra.
Mesmo com a economia já em leve crescimento no Brasil, os consumidores se acostumaram a perceber uma compra como algo importante, seja qual for seu valor. Isso mostra a conscientização do consumidor de seu poder de compra. Ele já percebeu que quem comanda essa relação de negócios é ele.
E o que o comerciante tem a ver com tudo isso? A resposta é simples: aquele lojista/comerciante que não atender aos anseios desse “novo” consumidor que se apresenta após uma crise de proporções inimagináveis, em um primeiro momento, mas que pode sair dela com sua dignidade intacta, está fadado ao fracasso.
Essa nova relação deve ser a tônica dos próximos anos. Porém, o lojista deve ter em mente que a capacidade de atendimento não pode colocar em risco seu negócio. Consultas aos birôs de crédito, como o SCPC, são cada vez mais necessárias para que esta venda não se torne um grande problema no futuro.