Associação Comercial e Industrial de Limeira
06 a 12 de agosto de 2009

Vitrine

Mínimo brasileiro
O salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ter sido de R$ 1.994,82 em julho para ele suprir suas necessidades básicas e da família, de acordo com estudo divulgado, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A constatação foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada pela instituição em 17 capitais brasileiras.

Deveria ser maior
Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 237,45, em Porto Alegre, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação,vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,29 vezes maior que o piso vigente, de R$ 465,00.

Cálculo do Dieese
Em junho deste ano, o valor do salário mínimo necessário era maior, de R$ 2.046,99, e correspondia a 4,4 vezes o mínimo em vigor. Em julho do ano passado, o valor necessário foi estimado em R$ 2.178,30, o maior já calculado pelo Dieese, contando com o real como moeda base, e que correspondia a 5,25 vezes o salário mínimo oficial na ocasião, de R$ 415,00.

Horas trabalhadas
O Dieese também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em julho deste ano, o conjunto de bens essenciais diminuiu, na comparação com o mês anterior. Na média das 17 cidades pesquisadas pela instituição, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 97 horas e 12 minutos em julho para realizar a mesma compra que, em junho, exigia a execução de 98 horas e 58 minutos. Em julho de 2008, quando a pesquisa considerava 16 capitais, a mesma compra necessitava da realização de uma jornada maior, de 117 horas e 8 minutos.