Associação Comercial e Industrial de Limeira

30/jul a 05/ago de 2009

Assunto Econômico

Nada a ver com a gripe
Os receios com o risco de contaminação pela gripe suína (gripe A/H1N1) passam longe dos hábitos de quem gosta do típico prato brasileiro com feijão preto e pedaços de carne de porco, a feijoada. Uma prova disso é o aumento no consumo de pertences para a feijoada, que chega a 30% de aumento nesta época. A procura pela feijoada também está engordando a receita de bares e restaurantes.
As vendas de itens para feijoada sempre aumentam no inverno. E as pessoas estão instruídas e sabem que nem de longe precisam ter medo de consumir esse produto tão típico do Brasil por causa da gripe. Mesmo porque está bem claro que não há nenhuma relação entre a doença e o consumo de carne de porco.

Na passarela do Brás, o desfile da moda democrática
Fernanda Lima abriu, com classe, o desfile que mostrou estampados e cores neutras como tendência forte para o verão. Na próxima estação, a tendência da moda é ser democrática. Com criatividade, é possível usar vestido curto e blazer, macaquinho ou calça, shorts com meia-calça, sandália rasteira ou sapato escarpin. São vários estilos diferentes, mas que combinam com o jeito de ser da mulher brasileira. Os desfiles de primavera-verão 2010 do Mega Polo Moda, no Brás, mostra uma prévia do que os consumidores encontrarão no varejo nos próximos meses.

Mercado de joias é o grande desafio para o exportador
É a vez do setor de joias ganhar destaque. O estudo estratégico de moda, realizado pela Agência Brasileira de Promoção às Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Os maiores consumidores do produto são os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Kuait. As peças preferidas desses mercados são as confeccionadas com ouro e pedras, especialmente diamantes. Uma boa estratégia para entrada na região é o foco nas bijuterias finas. Segundo Rodrigo Iglesias, analista para a África e Oriente Médio da área de Inteligência Comercial da Apex-Brasil e um dos responsáveis pelo estudo, as joias brasileiras ainda não são reconhecidas na região, embora o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) realize inserções comerciais em várias partes do mundo para sensibilizar o consumidor final sobre a beleza e qualidade das pedras e metais do País. Portanto, acessar esse mercado requer necessariamente parcerias com comerciantes locais. Com raras exceções, o consumidor do Oriente Médio prefere joias bastante marcantes. Materiais, design, estilo e cores são fortemente considerados no momento da compra. Por conta da crise entretanto, as vendas desses artigos foram afetadas e a maioria dos empresários adiou os planos de investimento e expansão para o próximo ano.

Bradesco e Itaú anunciam que crise acabou
A recessão ficou para trás. É isso que mostram os estudos dos bancos Bradesco e Itaú Unibanco, que apontam elevação do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano. Dados do Bradesco demonstravam, em maio, um índice de 1,7% de crescimento, em relação ao primeiro trimestre de 2009. O Itaú Unibanco segue na mesma linha: o cruzamento de dados mostra um aumento de 2,3% em maio, em comparação a abril, ambos deste ano. Os levantamentos foram elogiados pelo mercado.
“Sem dúvida alguma o Brasil saiu da recessão, ainda que vejamos resultados negativos em alguns indicadores, como é o caso da produção industrial comparada com igual período de 2008. A recessão ocorrida a partir de outubro foi a mais profunda, porém a mais rápida da história econômica recente do País. Essa percepção é corroborada por um indicador de atividade econômica construído pelo Departamento Econômico do Bradesco, que, calculado mensalmente, é usado como termômetro da economia brasileira, antecipando o desempenho do PIB”, afirma o diretor de pesquisas do Bradesco, Octavio de Barros.

Para Bernardo, País saiu da crise
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou durante o 7º Congresso Internacional Brasil Competitivo, que a situação do Brasil diante da crise financeira internacional é positiva e que o governo Lula dará início a projetos de infraestrutura que serão tocados pelo próximo governo.
Segundo o ministro, a maioria dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) terminará em 2010, mas o atual governo pretende deixar alguns projetos não incluídos no programa em um estágio mais avançado, para serem conduzidos de forma mais célere a partir de 2011. “Uma nova carteira de investimentos em infraestrutura está sendo preparada para ser tocada a partir de 2011, disse.

Uso da capacidade instalada vai a 79,8% em julho
O Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria, com ajuste sazonal, atingiu 79,8% em julho, após registrar nível de 79,4% em junho, informou hoje, 29, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Nuci de junho foi revisado de 79,5% para 79,4%. De acordo com a série histórica da FGV, o nível de utilização de capacidade instalada referente ao mês de julho é o maior desde dezembro de 2008. Naquele mês, o nível era de 79,9% na série com ajuste sazonal.
Na série sem ajuste sazonal, o nível de utilização de capacidade da indústria em julho também foi de 79,8%, o maior desde dezembro do ano passado, quando o Nuci sem o ajuste estava em 80,6%. O Nuci faz parte da pesquisa de Sondagem da Indústria de Transformação da FGV, que na edição deste mês anunciou a sétima alta consecutiva do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao mês anterior. Desta vez, a alta foi de 6,2% em julho, na comparação com junho. O ICI de julho ficou em 99,4 pontos.