Bolsas da Europa sobem
pela 6ª sessão consecutiva
As bolsas de valores da Europa avançaram pela sexta sessão consecutiva nesta semana, alcançando o maior patamar de fechamento em cinco semanas, conduzidas por novos sinais de recuperação nos Estados Unidos e por um financiamento de resgate para o grupo financeiro CIT. O índice FTSEurofirst 300, referência das principais ações europeias, subiu 1,2 %, para 880,97 pontos, nível mais alto de fechamento desde 12 de junho, segundo dados preliminares. O indicador avançou 8,2 % nas últimas seis sessões e acumula alta de 36,5 % frente à mínima histórica atingida em 9 de março. Os bancos registraram os maiores ganhos, com a confiança melhorando após notícias de que o CIT Group firmou no último minuto um acordo com um grupo de detentores de bônus para um financiamento de 3 bilhões de dólares, o que provavelmente o ajudará a evitar uma concordata.
Vale ainda participa de
negociações na China
As negociações de preço entre as siderúrgicas chinesas e as principais fornecedoras de minério de ferro, entre elas a Vale, ainda estão em andamento, confirmou o diretor do Departamento de Coordenação e Monitoramento de Operações do Ministério da Indústria e da Tecnologia da Informação da China, Zhu Hongren. “Esperamos que as fornecedoras de minério de ferro e os produtores possam chegar o mais breve possível a um acordo sobre a precificação que permita a ambos os lados manter os lucros”, disse o executivo.Notícias recentes sugerem que, enquanto as negociações oficiais continuam sem nenhum sinal de que estejam próximas de uma conclusão, as mineradoras fecham acordos provisórios com determinadas siderúrgicas chinesas. O jornal The Shanghai Morning Post, em sua edição de ontem, informou que a Vale fechou acordos sobre os preços de contrato 2009-2010 com algumas siderúrgicas chinesas, mas acrescentou que ainda não há notícia de que a mineradora brasileira chegou a um acordo final com a Associação do Ferro e do Aço da China (Cisa, na sigla em inglês). O jornal citou um assessor de imprensa da Vale.
Governo regulamenta
fundo para estatais de energia
O governo regulamentou, por meio de decreto, o Fundo de Garantia a Empreendimentos de Energia Elétrica (FGEE). Com isso, o fundo, cuja criação havia sido sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio, poderá começar a funcionar. Esse fundo tem como principal objetivo fornecer garantia financeira às participações de empresas estatais do setor elétrico em sociedades firmadas com capital privado.
O fundo vale para estatais federais e/ou estaduais que participem de consórcios que toquem projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O decreto, publicado hoje no Diário Oficial da União, institui o Conselho Diretor do Fundo, que será coordenado por um representante do Ministério da Fazenda e integrado também por técnicos do Planejamento e da Casa Civil. O decreto estabelece que caberá ao Banco do Brasil criar e administrar o fundo.
Mercosul ainda sem definição
para tarifa de importação
O Paraguai encerrará os seis meses em que esteve à frente do Mercosul sem avanços significativos no bloco econômico. O fim da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) - etapa essencial para a consolidação do bloco como uma união aduaneira - foi mais uma decisão postergada por falta de acordo entre os países. Tampouco foi possível terminar o Código Aduaneiro Comum. Ambas as etapas deveriam ter sido concluídas no segundo semestre de 2008, durante a presidência temporária brasileira.
Os paraguaios vão passar o comando do bloco para os uruguaios nesta semana, durante Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Assunção. O encontro, inicialmente previsto para ocorrer nos dias 3 e 4 julho, foi adiado a pedido do Brasil em razão da agenda internacional do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A eliminação da dupla cobrança da TEC está prevista no tratado de criação do Mercosul e, segundo prazo estipulado pelo Conselho do Mercado Comum (CMC) em 2004, deveria começar a ser implementada este ano. Hoje, um produto de fora do bloco que ingressa no Mercosul pelo Uruguai e depois é reexportado para o Brasil, por exemplo, paga imposto de importação duas vezes e cada país fica com o imposto arrecadado.
|