Para os comerciantes, as notas mais valiosas não são as de R$ 100 ou as de R$ 50. A “briga” é para ter na caixa registradora as moedas de R$ 0,10, de R$ 0,25 e principalmente as de R$ 1 – e as notas de R$ 1 e de R$ 5, para dar troco aos clientes. Muitos comerciantes vem reclamando com o hábito das pessoas guardarem dinheiro de baixo valor, dificultando. De acordo com o chefe do departamento do meio circulante do Banco Central (BC), João Sidney Figueiredo, é necessária uma ação conjunta para que não falte troco no mercado, envolvendo o BC, o comércio e a população. Segundo ele, o comerciante deve pressionar o banco onde tem conta para conseguir moedas e notas de menor valor. Se encontrar resistência, o lojista pode entrar em contato com o BC, escrevendo para o e-mail faltadetroco@bcb.gov.br.
Muitos comerciantes fazem acordos com o gerente dos seus bancos onde tem conta-corrente e uma vez por dia, às vezes mais, se for início do mês, período de maior movimento, ele troca valores lá.
Talvez o hábito do técnico ambiental Marcos Sartori possa explicar o “sumiço” do troco no comércio. Ele diz que as moedas pesam muito no bolso, atrapalham, e as perde a todo o momento. Por isso, prefere guardá-las num cofre e trocar os valores a cada três meses. “É um bom negócio. O total chega, às vezes, a R$ 50.”
“Não há porque faltar troco. Só neste ano, foram produzidos dois bilhões de moedas – 25% são de R$ 1. Até o final do ano, a circulação dessas moedas vai crescer 30%. Além disso, a população terá 700 milhões de notas novas de R$ 2; e 400 milhões, de R$ 5”, diz.
Figueiredo afirmou que as pessoas reclamam quando o comerciante oferece uma bala na falta de troco, mas não gostam de usar as moedas. “O consumidor deve colocar as moedas para circular. O BC está preparando uma campanha de conscientização, para que a população mude o hábito e dê valor às moedas.”
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