Confiança ganha mais 3 pontos
O consumidor se mostrou mais confiante com relação à melhora na economia e quanto à estabilidade no emprego, o que resultou na maior disposição para compras com valores mais altos. Esse é o panorama dos resultados de junho do Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado mensalmente pelo Instituto Ipsos e pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). No mês passado, o INC médio marcou 123 pontos ante 120 em maio. Naquele mês, também havia sido registrada ligeira melhora sobre abril, que teve 119 pontos. O índice varia de zero a 200 pontos. Com a segunda alta consecutiva, depois de uma série de resultados negativos desde dezembro de 2008, a expectativa da ACSP é de que se concretize a tendência de reaquecimento da economia ao longo do segundo semestre.
Retomada gradual
Embora a alta de junho permita projeções positivas, a confiança pós-crise está longe dos patamares alcançados antes da turbulência econômica. Em junho de 2008, o INC era de 138 pontos. “O problema está equacionado, mas não resolvido. O que temos hoje é o restabelecimento do crédito e a gradual volta do consumo, que são pré-condições para a retomada da economia”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP.
Manutenção do emprego
Um dos fatores que pesou na alta da confiança de junho de 2009 ante maio foi a melhora na sensação de estabilidade no emprego. O indicador apontou que 33% dos entrevistados sentiam-se mais seguros no emprego, enquanto 32% revelaram estar menos seguros. Em maio, o indicador apontava que 30% estavam mais seguros, menos do que os 35% que não estavam. O levantamento também mostra que o consumidor está otimista quanto à manutenção do emprego a médio prazo. Enquanto 31% dos consultados afirmaram que as chances de perder o emprego nos próximos seis meses são pequenas, para 27% esse receio é grande.
Situação forte
A sensação de melhora na situação presente da economia também aumentou. Em junho, 45% dos entrevistados informaram que a situação econômica das suas respectivas regiões estava forte, enquanto para 28% era fraca. Em maio, 42% dos ouvidos consideravam a economia da região forte e 28%, o contrário.
Compras
mais caras
A melhora nas expectativas futuras parecem ter deixado o consumidor mais tranqüilo para gastar mais nas lojas. O valor médio das prestações, que era de R$ 68 em maio, cresceu para R$ 85 em junho. O dado foi superior ao de junho de 2008, quando a prestação média era de R$ 70. A disposição para comprar eletrodomésticos, um dos dados levantados, cresceu no mês passado ante o anterior – 33% dos entrevistados se declararam mais seguros para esse gasto, ante 30% na mesma situação, em maio

|