Na comparação das vendas de junho, quando foram comercializadas 129 mil unidades, com as de maio, com 141,2 mil motos vendidas, a redução foi de 8,7%. Em junho do ano passado, foram comercializadas 178,2 mil motos, 27,6% a mais do que o vendido no mês passado. No entanto, a expectativa do setor é de recuperação na segunda metade do ano. A Abraciclo estima que as vendas dos próximos seis meses superem em 20% o resultado obtido até junho. A indústria espera atingir a marca de 1,7 milhão de unidades, 11% inferior a 1,9 milhão de 2008.
Para isso, a venda média dos próximos meses deve ter resultados semelhantes a abril, melhor mês do ano até agora, quando foram vendidas 152 mil unidades. De acordo com o presidente da associação, Paulo Takeuchi, historicamente, o segundo semestre sempre foi melhor do que o primeiro. Ele ressaltou, ainda, que houve um crescimento de 7% nas vendas do segundo trimestre em relação ao primeiro, efeito atribuído à suspensão da cobrança da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) – que era de 3% –, em vigor desde dezembro e prorrogada por duas vezes, em março e em junho passado.
Takeuchi acredita que o aumento da oferta de crédito será um fator decisivo para aquecer o setor nos próximos meses. Para ele a política dos bancos públicos, de redução das taxas e expansão dos financiamentos, deverá impulsionar o mercado. "Os bancos públicos começaram a entrar no aumento da oferta de crédito e os outros bancos devem seguir", diz. |