Associação Comercial e Industrial de Limeira

02 a 08 de julho de 2009

Economia

Comércio promete bons
resultados até o 13° chegar

Especialistas acreditam no aumento
do poder de compra do
consumidor no segundo semestre
Os efeitos da prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca manterão as vendas aquecidas, mas com percentual menor de crescimento em relação aos dois primeiros meses da medida, avaliaram especialistas. Segundo representantes do varejo, as vendas de máquinas de lavar roupa e geladeiras cresceram, respectivamente, 30% e 26% em maio, em relação a igual período do ano passado. "Esses aumentos tendem a ser um pouco menores de agora em diante, já que a demanda reprimida inicial pelos produtos foi atendida", disse o consultor de varejo da Mixxer, Eugênio Foganholo.
Segundo ele, a prorrogação da renúncia fiscal poderá gerar ainda um redirecionamento do consumo de outros produtos, como móveis, celulares e áudio e vídeo, para os itens da linha branca beneficiados.
Em conjunto com a medida anunciada pelo governo, especialistas destacam que a retomada da confiança do consumidor, a melhoria das condições de crédito e a redução dos juros devem garantir ao setor varejista um crescimento robusto até o final do ano. "Os efeitos da manutenção do IPI melhoram a percepção futura da economia, fazendo o consumidor manter suas compras", disse Foganholo. O coordenador do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), Cláudio Felisoni, destaca que o setor chegará no último trimestre do ano – que apresenta em média o dobro das vendas dos outros trimestres – com vendas aquecidas. "Quando o efeito da medida acabar, o consumidor estará sendo abastecido pelos recursos do 13º salário, garantindo a manutenção do poder de compra." Felisoni acrescentou que, ao contrário do que ocorre, por exemplo, com alimentos, a redução nos preços de bens duráveis causam impacto forte nas vendas.
Para o coordenador do centro de excelência em varejo da Fundação Getúlio Vargas, Juracy Parente, as vendas de geladeiras, fogões e máquinas de lavar devem sofrer uma leve desaceleração em julho, na comparação com o desempenho de maio e junho – que foi garantido pela antecipação das compras, na expectativa do final da medida. "Teremos uma retomada mais forte a partir de agosto ou setembro, quando a economia começa a se aquecer com o Natal. "
Para o economista da Fecomércio-RJ, Christian Travassos, as medidas governamentais devem contribuir para um aquecimento do comércio no segundo semestre e terão os efeitos realçados por outros fatores, como melhoria do mercado de trabalho, redução da taxa Selic e antecipação do 13º salário, no terceiro trimestre, para algumas categorias.