Associação Comercial e Industrial de Limeira

04 a 10 de junho de 2009

Assunto Econômico

Faturamento do setor de material de construção sobe 4,5%
O faturamento do setor de materiais de construção cresceu 4,5% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Com esse resultado, o setor zerou as perdas acumuladas em 2009. No acumulado de janeiro a maio, o faturamento apresentou crescimento de 0%. A associação informou que as vendas específicas dos 30 itens que receberam isenção de cobrança de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) subiram 10% na comparação dos meses de maio de 2008 e 2009. “Foi necessário vender fisicamente maior quantidade para alcançarmos este faturamento”, explica em nota o presidente da Anamaco, Cláudio Conz. Para ele, esses números são importantes se for levado em conta que o setor começou o ano com queda de 12% nas vendas (em janeiro e fevereiro). “Em março, abril e maio tivemos crescimento constante e isto nos permite ter segurança em afirmar que poderemos fechar 2009 com crescimento total de 5% sobre 2008”, prevê Conz. Para junho, a previsão é de vendas até 8% maiores que no mesmo mês do ano passado. A Anamaco - que representa 138 mil lojas de material de construção - informou estar “tomando medidas” objetivando a prorrogação do prazo de desoneração de IPI para os materiais de construção, uma vez que os efeitos do plano “Minha Casa Minha Vida” só começarão a serem sentidos no próximo semestre. “Já nos manifestamos no Grupo de Acompanhamento da Crise e em outras frentes. No entanto, até o momento, esta redução temporária valerá apenas até 30 de junho”, afirma Conz.

Vendas em alta com IPI reduzido
Quem fabrica e comercializa produtos da chamada linha branca – fogões, geladeiras e lavadoras de roupas – tem um mês para vender os produtos com redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Se for mantido o ritmo de vendas do último mês, as perspectivas são positivas. De acordo com o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, as vendas cresceram 20% em maio na comparação com igual mês do ano passado. E ele disse que a expectativa para junho é de que o índice de expansão se repita. “Nessa fase final do imposto reduzido, os consumidores devem continuar comprando, o que é positivo não apenas para nosso segmento, mas para toda a cadeia produtiva brasileira”, afirmou Kiçula. O governo federal decidiu diminuir o imposto com a intenção de incentivar o consumo e atenuar os efeitos da crise financeira no País. O presidente da entidade disse acreditar na prorrogação da redução do imposto. “E, depois dessa prorrogação do IPI reduzido, o governo deverá adotar outro índice de imposto para o setor, mais baixo”, destacou. “Levando em consideração o critério da essencialidade, a máquina de lavar, por exemplo, poderá ter uma alíquota menor do tributo”, acrescentou Kiçula.