Faltam poucos dias para a chegada do “Dia dos Namorados” e o comerciante limeirense não perde tempo e já está investindo nas vitrines cheias de corações e nas promoções. O varejo está otimista em relação aos resultados das vendas na semana que antecede a data. Levando em conta os rumores da crise internacional, os consumidores estão apreensivos e a expectativa é de comprar sim, mas nada de grandes aquisições, as lembrancinhas estão garantidas. De acordo com o economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, a aquisição de presentes de menor valor agregado já foi percebida no Dia das Mães, quando o tíquete de compra ficou entre R$ 30 e R$ 80.
“Na primeira quinzena de maio, que inclui as compras do Dia das Mães, as consultas ao SCPC, indicador dos negócios a prazo, recuaram 5,6% na comparação com igual período do mês anterior. Já nas consultas para as despesas feitas com cheques, o crescimento foi de 12,1%”, disse Alfieri,que não tem estimativa para a data. Essa expansão, no entanto, não é motivo de grandes comemorações: o economista alerta que as compras à vista caíram 3,4% quando comparadas à primeira quinzena de maio de 2008. No ano passado, segundo levantamento da ACSP, as vendas no Dia dos Namorados aumentaram 7,05%. A Associação dos Lojistas do Brás (Alobras) comemora o crescimento de 5% no Dia das Mães e, por isso, projeta aumento entre 6% e 7% para o Dia dos Namorados. “É uma questão de mercado. Se está ruim para alguns setores, para outros não há do que reclamar”, disse o diretor da Alobras, Jean Makdissi Júnior.