Associação Comercial e Industrial de Limeira

21 a 27 de maio de 2009

Assunto Econômico

Mistura de biodiesel ao diesel sobe para 4% em julho
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou, no Diário Oficial da União (D.O.U.), resolução que aumenta de 3% para 4% a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel. A determinação passa a valer a partir de 1º de julho. A previsão do Ministério de Minas e Energia é de que com os 4% de mistura, a produção de biodiesel deverá subir de 1,2 bilhão de litros do ano passado para 1,8 bilhão de litros este ano. De acordo com a resolução, essa adição de biodiesel ao diesel não exigirá alteração dos motores nem da frota veicular em circulação. Em termos ambientais, segundo a resolução, a ampliação do uso do biodiesel reduzirá a participação do óleo diesel na matriz energética, “um combustível eminentemente fóssil”, contribuindo para a diminuição das emissões de poluentes veiculares nos centros urbanos e nas rodovias.

Famílias consomem mais em casa
A família da analista econômica Thais Noce vai ao supermercado todos os sábados. Sua casa, nos finais de semana, fica lotada de parentes e amigos. “O almoço do Dia das Mães, num restaurante, foi a exceção do ano. “Meu pai fez curso de culinária japonesa e italiana e adora preparar pratos especiais”, afirma. A rotina de Thais comprova os números da pesquisa realizada pela LatinPanel, sobre o consumo. De acordo com o levantamento, o gasto médio dos consumidores com alimentação e bebida dentro do lar aumentou, em 2008, 14%, em comparação a 2007. Enquanto que as despesas com restaurantes e lanches cresceram 9%. “É a primeira vez, desde 2004, que esse resultado se inverte. É o processo de retorno ao lar”, afirma a diretora da LatinPanel Ana Fioratti. Só no primeiro trimestre, o gasto médio das famílias para o abastecimento do lar cresceu 15%, em comparação com igual período de 2008. A quantia destinada a produtos de higiene pessoal e beleza aumentou 23%, seguidos por limpeza do lar, 17%, alimentos, 15%, e bebidas, 9%.

Mercado de trabalho começou a reagir em abril
Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, comemora resultados e anuncia mais 1 milhão de empregos em 2009. Com a ajuda dos setores de serviços e agropecuária, o saldo líquido de demissões e contratações no País em abril foi de 106.205 vagas. Com isso, o estoque de empregos formais na economia subiu 0,33% em relação a março, para 32.041.756 vagas. O resultado é visto pelo governo como um sinal de recuperação e já motivou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a divulgar a primeira previsão de novas vagas em todo o ano. “Arrisco dizer que teremos, neste ano, mais de 1 milhão de novos empregos,” afirmou. Mas há analistas prevendo a necessidade de maior redução dos juros básicos da economia para estimular a criação de vagas. Quando comparados com dados do ano passado, os resultados mostram o quanto a crise financeira prejudicou o mercado de trabalho. De janeiro a abril, foram abertos 48.454 postos com carteira assinada no País, resultado 94,29% menor que o registrado em igual período de 2008. O resultado do emprego no mês passado é também três vezes maior que o de março, quando foram criados 34.818 postos.

PIB crescerá de 3% a 4% no último trimestre
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a economia brasileira deverá registrar crescimento entre 3% e 4% no último trimestre de 2009, ante igual período de 2008. Ainda de acordo com o ministro, em 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) do País deverá ter uma expansão de 4% a 5%. Mantega fez uma palestra otimista no XXI Forum Nacional, na qual destacou sinais de recuperação na economia internacional e sobretudo na do Brasil. “A partir de março, já há sinais de recuperação no Brasil, estamos detectando alguns sinais de melhoria na economia brasileira”, disse o ministro, que citou, como exemplo, o aumento nos preços das matérias-primas (commodities) e dos níveis de crédito (que considera ainda insuficiente), a queda nas taxas de juros, o retorno da captação externa e um fortalecimento do mercado de capitais. Ainda de acordo com o ministro, a crise atual será uma oportunidade para que o Brasil e países como China, Índia e Rússia compartilhem com os atuais líderes mundiais a dinâmica econômica do mundo.