Associação Comercial e Industrial de Limeira

30/abril a 06/maio de 2009

Assunto Econômico

Consumo energia dá sinais de recuperação
O consumo nacional de energia elétrica caiu 0,4% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, somando 32.302 gigawatts-hora (GWh), informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). “Esta foi a menor retração verificada desde dezembro de 2008, mês em que o consumo total começou a retrair”, afirmou a empresa responsável pelo planejamento energético nacional, que já vê sinais de recuperação na demanda. O consumo livre industrial, que não está ligado as distribuidoras, cresceu 7,9% em comparação com fevereiro, informou a EPE. “Esta retomada da indústria contribuiu, juntamente com a manutenção do elevado consumo residencial e comercial, para a recuperação do consumo total de eletricidade”, comentam, na Resenha Mensal, os técnicos da estatal. O consumo residencial subiu 10,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e o comercial, 8,6%. A EPE diz que parte deste desempenho é atribuído a mudanças nas datas de leituras de algumas distribuidoras, que ampliaram o número de dias na contabilização de março deste ano. No primeiro trimestre de 2009, o consumo de energia no Brasil caiu 3,1%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, para 93.858 GWh.

Mercado está menos pessimista
O mercado financeiro atenuou as previsões negativas para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 e também manteve a expectativa de queda de um ponto percentual nos juros básicos (Selic) para 10,25% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). As previsões constam do relatório Focus, pesquisa feita semanalmente pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras. Após sete quedas seguidas das projeções para o PIB em 2009, as estimativas do mercado financeiro para o ritmo da economia brasileira mudaram de rumo esta semana. De acordo com a pesquisa, a expectativa de retração da economia em 2009 foi atenuada, de uma queda de 0,49% para uma diminuição de 0,39%. Para 2010, a previsão de expansão foi mantida em 3,5% pela oitava semana consecutiva. No mesmo levantamento, a estimativa de retração do setor industrial em 2009 piorou, de -3,75% para -4%, ante expectativa diminuição da atividade de 2,74% prevista há um mês. O mercado manteve a previsão de juros básicos a 10,25% ao ano no fim de abril, o que embute um corte de um ponto percentual na Selic, hoje em 11,25% ao ano. Essa previsão é repetida há seis semanas.

Construção em SP ameaça greve
Após a greve de advertência, os trabalhadores da construção civil em São Paulo ameaçam fazer uma paralisação por tempo indeterminado. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), assembleia realizada estabeleceu o dia 11 de maio como prazo para a resposta às suas reivindicações. Caso os pedidos sejam negados, o Sintracon promete greve por tempo indeterminado. Os trabalhadores reivindicam reposição da inflação e aumento real de 5,5%; cesta básica de 40 quilos (a atual tem 30 quilos); vale-refeição no valor de R$ 20; participação nos lucros e resultados das empresas; jornada semanal de 40 horas; e lavanderia no local de trabalho. Quanto aos pisos, os trabalhadores querem piso salarial Qualificado A - R$ 4,90 por hora ou R$ 1.078,00 por mês; piso Qualificado B - R$ 4,65 por hora ou R$ 1.023,00 por mês; piso Qualificado C - R$ 4,40 por hora ou R$ 968,00 por mês; piso Auxiliar - R$ 3,65 por hora ou R$ 803,00 por mês; e piso Montagem Industrial - R$ 1.105,00 por mês. O Sintracon afirmou que 80% dos canteiros de obras ficaram paralisados na capital paulista e que cerca de 20 mil trabalhadores participaram de manifestações na cidade. A Polícia Militar estimou que os protestos envolveram mil pessoas.

Brasil promete rigor fiscal
A arrecadação brasileira deve diminuir 6% neste ano, mas o País não vai relaxar a disciplina fiscal, afirmou em Nova York o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo. “Não existe razão para acreditar que vamos abrandar nossas contas fiscais em 2010 devido às eleições”, disse Bernardo a investidores, defendendo que o governo manteve a disciplina fiscal durante a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006. A arrecadação do governo vai cair este ano como resultado da desaceleração econômica e de cortes recentes de impostos pelo governo para estimular a economia. “Mas se nós não tivéssemos cortado impostos, nós provavelmente veríamos a arrecadação caindo ainda mais este ano”, acrescentou Bernardo em evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. No início do ano, o governo já havia cortado o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do setor automotivo, ajudando a alavancar as vendas de veículos.

Consumo deve crescer no Brasil
Crise, desemprego, falta de investimento privado, excesso de endividamento, aumento da inadimplência. Esse cenário não será suficiente para derrubar o consumo dos brasileiros ao longo deste ano. É o que constata o instituto de pesquisas Target Marketing, segundo dados do IPC-Target do Brasil em Foco 2009. De acordo com o estudo da Target, o consumo dos brasileiros chegará a R$ 1,863 trilhão este ano. O aumento de 1,6% será pequeno em relação a 2008, mas não deixa de ser uma boa notícia diante de um cenário econômico tão incomum como o que se viu nos últimos seis meses. As despesas das famílias, aponta a pesquisa, crescerá mais do que o Produto Interno Bruto (PIB), que segundo o Banco Central (BC) tem previsão de aumento de 1,2% em 2009. De acordo com Marcos Pazzini, diretor da Target, nos últimos anos o consumo vinha caminhando para um crescimento mais acentuado da classe B. “Em 2009, a classe B2, apesar de concentrar a maior parcela do potencial de consumo brasileiro, perdeu participação no total nacional e a classe C foi a que teve o crescimento mais significativo”, explica Pazzini.