Investimento estrangeiro cai
para US$ 1,444 bi em março
Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil somaram US$ 1,444 bilhões em março, segundo informou o Banco Central. O ingresso foi inferior ao piso das estimativas colhidas no mercado pela Agência Estado, que variavam de US$ 2,5 bilhões a US$ 2,8 bilhões. O valor registrado no mês passado também foi menor que o observado em março de 2008, quando a entrada de IED somou US$ 3,083 bilhões.
No acumulado do primeiro trimestre de 2009, o ingresso de investimentos somou US$ 5,342 bilhões, inferior ao registrado em igual período de 2008, quando a entrada totalizou US$ 8,799 bilhões.
No acumulado dos 12 meses encerrados em março de 2009, o IED acumula US$ 41,601 bilhões. O valor corresponde a 2,88% do PIB.
G-8 admite que está perto
de perder a luta contra a fome
O G-8 admitiu pela primeira vez que a comunidade internacional está a caminho de perder a luta contra a fome e as metas da ONU de reduzir pela metade o número de famintos no mundo até 2015 não devem ser cumpridas. Mesmo assim, a reunião ministerial do G-8 (grupo de países industrializados) fracassou em criar medidas concretas para a agricultura mundial. O encontro se limitou a pedir novos estudos para avaliar o impacto de propostas como a criação de um estoque global de cereais.
As recomendações ao encontro feitas pelos emergentes, entre eles o Brasil, nem sequer foram incluídas na declaração final. Por essa razão, entidades internacionais criticaram o encontro, afirmando que serviu apenas para “admitir o fracasso total” dos países ricos em dar uma resposta à fome no mundo. A reunião, que ocorreu durante o início desta semana, tinha uma agenda ambiciosa: apresentar uma nova estratégia mundial para o campo e para os mais de 1 bilhão de famintos. Para isso, o G-8 convidou vários países emergentes ao encontro em Treviso, na Itália.
Lucro da Coca-Cola cai, mas
fica dentro da expectativa
A Coca-Cola divulgou nesta semana que teve um lucro trimestral mais baixo, o que já era previsto por Wall Street devido à fraca economia global que provocou menores crescimentos nas vendas internacionais.
A companhia, com a maior parte de sua receita no exterior, informou que o volume das vendas internacionais cresceu 3%, número menor que o crescimento registrado no ano passado, entre 5 e 7%. O volume vendido caiu 2% na América do Norte, e cresceu 2% no mundo. As ações da fabricante do refrigerante mais vendido no mundo caíam após também terem registrado queda no pré-mercado, quando os índices também indicavam baixa. “Não creio que esteja excessivamente vínculado à Coca”, disse sobre o mercado Gary Bradshaw, diretor de portfólio da Hodges Capital Management. “Mas a Coca não teve muito o que contribuir com as notícias positivas. A Coca-Cola disse que a lucro foi de 1,35 bilhão de dólares, ou 58% por ação, no primeiro trimestre finalizado no dia 3 de abril, ante 1,5 bilhão de dólares, ou 64% por ação, do ano anterior.
FMI: necessidade de capital
de bancos supera US$ 1 trilhão
O Fundo Monetário Internacional (FMI), no Relatório de Estabilidade Financeira Global (GFSR), afirma que a necessidade de capital novo levantado para bancos nos EUA e na Europa, de forma agregada, pode ser um número mínimo perto de US$ 900 bilhões ou, dependendo do parâmetro utilizado, superar US$ 1 trilhão. Esse cálculo é feito com base no que o FMI classifica de avaliação “realista” das perdas incorridas até agora no sistema financeiro internacional e da possibilidade de mais baixas contábeis. O Fundo reconhece que havia sido “otimista” na projeção feita em outubro de 2008, durante o Encontro Anual, quando estimou que a oferta de crédito não teria retração, e se limitaria a uma desaceleração, se fossem injetados US$ 675 bilhões em capital novo no sistema bancário internacional. Agora, além desses números gigantescos para injeção de “capital fresco”, o Fundo estima retração do crédito ao setor privado em 2009 no mundo. O conselheiro e diretor do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais, José Viñals, diz que “a deterioração do ambiente econômico mundial aumentou as esperadas baixas contábeis e aumentou a necessidade por capital novo para muitos bancos”
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