Marcos Paulo da Silva Ferreira, estudante de 21 anos, não se incomoda em deixar os agentes entrarem em sua casa. “É uma forma de estarmos prevenidos”, comenta Marcos
Associação Comercial e Industrial de Limeira
16 a 22 de abril de 2009

Falta Fiscalização

Camelôs tomam conta de calçadas e praças

Ruas como Conselheiro Saraiva e Dr. Trajano, além da Praça Toledo Barros, no centro de Limeira, têm atraído um público diferente nos últimos dias.
A presença de camelôs, vindos de São Paulo, das Ruas 25 de março e Brás, está incomodando os comerciantes do local. Tais vendedores ambulantes estão se aproveitando do movimento de Limeira e ocupando calçadas e praças, fazendo com que pedestres tenham que usar as ruas, para caminharem e comerciantes tenham que brigar pelo espaço que é seu por lei.
O comércio ambulante é ilegal e prejudica tanto o consumidor, que em caso de defeito no produto não tem a quem recorrer, como interfere diretamente na atividade do comerciante que paga seus impostos ao município, dá garantia do que vende e gera emprego na cidade, desta forma torna-se desleal a comparação de preços.
“O consumidor que opta pelo produto adquirido em camelôs vindos de São Paulo, colabora com um possível desemprego em Limeira, e apóia assim o comércio ilegal”, comenta Adelino Araujo de Paula, gerente de loja no centro.
A ACIL encaminhou ofício à Prefeitura solicitando maior fiscalização, assim coibindo eficazmente a ação de camelôs que vêm de outras cidades para atuar em Limeira, concorrendo informalmente com o comércio que aqui se acha legalmente estabelecido gerando empregos, impostos e desenvolvimento.
O comerciante não pode perder clientes para vendedores de produtos de origem duvidosa e considerados “mais baratos” por não incluírem, evidentemente, os valores decorrentes da formalidade e seus benefícios sociais.
“O Dia das Mães está chegando e assim o comércio ficará mais movimentado. É necessário tomar uma atitude rápida para não prejudicar as vendas da data e perder consumidores para pessoas que não são da cidade, não pagam impostos e não geram empregos”, afirmou o presidente da ACIL, Reinaldo Bastelli.