Associação Comercial e Industrial de Limeira

16 a 22 de abril de 2009

Assunto Econômico

Carros importados correm da crise
Março foi um excelente mês para os importadores de automóveis. A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos (Abeiva), entidade que representa as marcas sem produção local, contabilizou o emplacamento de 2.526 unidades, alta de 26% em relação às 2.005 de fevereiro. O presidente da Abeiva, Jörg Henning Dombusch, atribui o desempenho positivo às condições favoráveis de crédito, à redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e à estabilidade cambial. “Como o benefício do IPI poderia acabar no final de março, houve antecipação de compra”, avalia o executivo. A continuidade da alíquota reduzida até o final de junho deve favorecer o mercado, mas a Abeiva não arrisca projeções para este ano. Atualmente com 15 associadas, a entidade tinha apenas seis até março do ano passado. Considerando os números das atuais filiadas, a Abeiva contabilizou um total de 6.440 veículos importados emplacados no primeiro trimestre, crescimento de 32,08% em relação a igual período do ano passado (4.876).

Norma para plano de saúde entra em vigor
A partir desta semana, entra em vigor a portabilidade dos planos de saúde. A medida contempla seis milhões de beneficiários e vai facilitar a migração entre as empresas, pois desobriga os consumidores de cumprir novamente o período de carência. Hoje, as restrições de atendimento impostas no início do contrato vão desde 24 horas, para casos de emergência, até 300 dias, para partos. A portabilidade, no entanto, deve atender a alguns requisitos que, em geral, não foram bem recebidos pelas entidades de defesa do consumidor. Os seis milhões de beneficiários representam 15% do mercado de planos, pois a nova regra se aplica somente aos contratos assinados após 1º de janeiro de 1999, quando entrou em vigor a Lei 9656/98, que regula o setor. Dos atuais 40,8 milhões de usuários de planos de assistência médica no País, 70% fazem parte dos contratos coletivos. Essa parcela do mercado não terá acesso às novas regras. Para quem pretende mudar de plano com direito à portabilidade, a permanência mínima no convênio atual fica estabelecida em dois anos.

Brasil é alvo de produtores italianos
Há três décadas, a Indústria Agroalimentar Muraca, empresa italiana situada nas montanhas do pequeno município de Cicala, província de Catanzaro, na Calábria, sul da Itália, produz derivados da castanha, patês de azeitonas verde e preta, cremes de vegetais em conserva, além de berinjelas, alcachofras, pimentões e uma variedade de outros produtos, também em conserva. Parte significativa dessa produção, concentrada em uma área de 2,5 mil metros quadrados de extensão e a 1 mil metros acima do nível do mar, tem sido destinada aos mercados norte-americano, canadense, belga, francês e holandês. Agora, Vincenzo Muraca, 70 anos de idade, proprietário, quer incluir o mercado brasileiro em sua pauta de exportações. E não está sozinho. Outras pequenas empresas fabricantes de produtos agroalimentares da Calábria, região que forma o pé da ‘bota’ italiana e que é mundialmente conhecida mais pela sua excepcional gastronomia e menos pela sua belíssima geografia, também estão de olho no Brasil. São produtoras de biscoitos, chocolates, doces, licores, vinhos, água mineral, pães e, como não poderia faltar, massas. Em comum, além do objetivo de estar presente no varejo brasileiro, essas indústrias têm outra coisa que as aproxima: são empresas familiares, algumas com mais de 50, até 100 anos de vida, que vendem mais do que produtos agroalimentares. Essas empresas vendem a tradição calabresa. O Brasil é um dos principais parceiros comerciais da Itália. Em 2008, importou US$ 4,612 bilhões e embarcou US$ 4,765 bilhões. Em 2009, de janeiro a março, as importações somaram US$ 284,9 milhões e as exportações, US$ 269,7 milhões.

E-commerce cresce no primeiro bimestre
Apesar da crise econômica, o comércio eletrônico vem crescendo muito acima da média econômica do país. Apenas nos dois primeiros meses deste ano, o e-commerce cresceu 25% em relação ao ano passado, segundo dados da consultoria e-bit. Muitos empresários têm visto no mundo virtual uma oportunidade de novos negócios e de expansão de seus empreendimentos reais. ‘O comércio eletrônico vem se consolidando como uma opção segura e mais barata para as pequenas empresas’, diz a diretora de marketing da Associação Comercial, Sandra Turchi, que fez a palestra de apresentação do seminário promovido pela Associação Comercial de São Paulo e a Câmara-e-net, que tem o patrocínio do Sebrae. Para Edilson Flausino, consultor da Câmara e-net, a participação das micro e pequenas empresas, que representam 99% dos estabelecimentos formais do país, ainda é tímida. ‘É um mercado em potencial e as micro e pequenas empresas não podem perder essa oportunidade.’ Atualmente há 60 mil lojas fazendo comércio eletrônico no Brasil. Os pequenos negócios respondem por apenas 20% do faturamento do e-commerce, enquanto os 80% restantes estão concentrados nas mãos das 20 maiores empresas.

Motéis e hotéis fora da lei antifumo
A nova lei antifumo, aprovada na semana passada na Assembleia Legislativa de São Paulo, proíbe o fumo em lugares fechados públicos ou privados. Para fiscalizar se os cerca de 6 milhões de fumantes paulistas cumprirão a nova medida, o governo paulista até criou um grupo com 250 funcionários que vai fazer a fiscalização em todo o estado. Dois lugares, no entanto, ficarão de fora da mira dos fiscais: quartos de motéis e hotéis. De acordo com a Secretaria de Saúde de São Paulo, a lei de privacidade será respeitada e, por essa razão, a fiscalização nesses lugares não será feita. Os hotéis e motéis, porém, terão que cumprir as novas imposições da lei antifumo, não permitindo que seus frequentadores fumem nas demais dependências como halls e corredores. O projeto de lei 577/2008 ‘proíbe o consumo de quaisquer produtos fumígenos, derivados ou não do tabaco, em recintos de uso coletivo e cria ambientes livres de tabaco’ e depois de sancionado pelo governador José Serra deverá entrar em vigor dentro de 90 dias. A lei, ainda não regulamentada, afirma que os estabelecimentos comerciais podem ser multados de acordo com o Código de Defesa do Consumidor em até R$ 3 milhões, mas não prevê penalização sobre o fumante.