Associação Comercial e Industrial de Limeira
16 a 22 de abril de 2009

Vitrine

Consumidor vai comprar mais
As pessoas pretendem comprar mais produtos duráveis e semiduráveis no segundo trimestre de 2009. Se depender da vontade do consumidor, a economia brasileira se manterá aquecida este ano. É o que indica a pesquisa trimestral de intenção de compra, realizada pelo Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar-FIA), em parceria com a Felisoni Consultores Associados. O trabalho ouviu 500 consumidores paulistanos e mostra que aumentou a intenção de adquirir bens duráveis e semiduráveis em abril, maio e junho: 72,4% dos entrevistados pretendem comprar nesse período. Em igual período de 2008, eram 63,2%, e no primeiro trimestre deste ano, 66,6%.

Prontos para comprar
De acordo com o coordenador da pesquisa, Claudio Felisoni de Angelo, um dos motivos para explicar o aumento da intenção de compra se deve ao fato de o período concentrar duas datas comemorativas: o Dia das Mães, a segunda melhor data para o varejo, só perdendo para o Natal, e o Dia dos Namorados. “Além disso, tradicionalmente, o segundo trimestre apresenta melhora na intenção de compras porque as despesas de início de ano já diminuíram”, afirma Angelo.

Objetos de desejo
Informática (15%), linha branca (12,8%) e cine e foto (12,4%) estão no topo das intenções de compra. Segundo Felisoni, os produtos de informática mantêm posição de destaque pelo maior acesso da população de baixa renda a esse segmento. “Também ajuda o fato de serem vendidos em hipermercados, local de preferência de compra do consumidor”, diz.

Sem Gasto
Se por um lado a intenção de compra aumentou, o mesmo não ocorreu em relação aos gastos. A pesquisa detectou que as pessoas querem comprar mais, embora pretendam gastar menos. “Por conta da deflação registrada em alguns segmentos, como o de eletroeletrônicos, os consumidores imaginam que os preços estarão menores no futuro, e por isso, irão despender menos dinheiro com as compras.”

Comprou, pagou
A maioria dos entrevistados pretende utilizar menos o crediário. Das dez categorias analisadas, seis tiveram redução na intenção de recorrer ao crédito em relação ao primeiro trimestre. “O consumidor quer adquirir produtos mais baratos para não contrair dívidas. Ele quer aproveitar as pechinchas e pagar à vista”, afirma Nuno Manoel Fouto, do Provar.