Associação Comercial e Industrial de Limeira

02 a 08 de abril de 2009

Assunto Econômico

Vendas de supermercado sobem 4,16%
As vendas reais nos supermercados cresceram 4,16% em fevereiro sobre o mesmo mês do ano passado, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a janeiro, as vendas de fevereiro apresentaram queda de 5,37%. No acumulado de janeiro e fevereiro, as vendas subiram 5,37% ante igual período de 2008. Os números estão deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em nota, a Abras destaca que o setor apresenta um resultado “expressivo”, mesmo com os efeitos da crise financeira internacional. Na avaliação da entidade, “isso corrobora a tese de que o varejo de alimentos é o último a sentir os efeitos da crise”. Sobre a queda em fevereiro ante janeiro, o documento ressalta ser efeito calendário, por fevereiro ter menos dias. O valor da cesta de 35 produtos considerados de largo consumo pelo indicador Abras Mercado, como alimentos, limpeza e beleza, recuou 1,6% em fevereiro ante janeiro, para R$ 259,94. Já em relação a fevereiro de 2008, o valor está 12,15% superior. Os produtos da cesta que registraram as maiores quedas foram tomate (-12,64%), feijão (-7,20%) e carne bovina (-7,06%), enquanto as maiores altas foram no açúcar (13,76%), batata (9,42%) e ovo (7,08%).

Economia para pagar juros cai 54%
O setor público consolidado - que reúne as contas do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), Estados, municípios e empresas estatais - registrou, em fevereiro, um superávit primário (receitas menos despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida) de R$ 4,107 bilhões. O resultado é 54,2% menor que o registrado no mesmo período de 2008, quando o saldo positivo foi de R$ 8,966 bilhões. No período, as despesas com juros ficaram em R$ 10,179 bilhões, gerando um déficit nominal de R$ 6,072 bilhões. No mesmo mês do ano passado, o pagamento havia somado R$ 15,444 bilhões. No primeiro bimestre, o superávit primário foi de R$ 9,295 bilhões, ou 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 12 meses, o superávit ficou em R$ 99,704 bilhões (3,43% do PIB). No mesmo período, o setor público teve déficit nominal de R$ 58,683 bilhões (2,02% do PIB). O déficit acumulado em 12 meses até janeiro tinha sido de R$ 59,088 bilhões, (2,04% do PIB).

Peugeot demite na fábrica de Porto Real (RJ)
A montadora francesa Peugeot Citroën (PSA) demitiu 250 funcionários da fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, que estavam em licença remunerada desde janeiro, para adequar-se ao novo cenário de queda nas vendas. No acumulado do primeiro bimestre, a empresa comercializou 21.240 unidades no mercado brasileiro, com queda de 5% em relação a igual intervalo de 2008. As exportações de veículos, por sua vez, registraram queda de 30% no período, enquanto as vendas externas de motores caíram 78%. A empresa informa que outros 450 trabalhadores que estavam em férias coletivas desde janeiro voltarão ao trabalho esta semana para reforçar os dois turnos de trabalho da montadora. Em nota, a companhia diz que as demissões e reintegrações resultaram de negociações com o sindicato local durante todo o mês de março. Os trabalhadores demitidos terão direito a mais três meses de plano de saúde e auxílio-alimentação pelo mesmo período.

Material de construção 8,5% mais barato
Grandes redes de lojas de material de construção prometem repassar a redução do IPI aos consumidores, assim que a medida entrar em vigor. Na média, os preços de 30 itens terão queda entre 5% e 8,5%, calcula a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). “Em 48 horas, teremos uma série de empresas anunciando os novos preços com a redução do imposto. Em uma semana, isso será uma realidade em quase todo o setor”, afirma o presidente da associação, Claudio Conz. Para Conz, a desoneração anunciada, aliada a medidas como o pacote habitacional e a simplificação dos financiamentos com recursos do FGTS, terá efeito psicológico importante para o consumidor. “As medidas trazem mais confiança à população nesse momento de incerteza na economia.”Para recuperar parte do prejuízo, algumas das principais redes de varejo devem iniciar uma briga pelo consumidor e não pretendem esperar o estoque acabar para repassar a redução do IPI. “Vamos cortar os preços antes mesmo de recebermos produto novo da indústria”, diz o diretor de Mercadorias e Marketing da Telhanorte, Marcelo Roffe. Segundo ele, todos os produtos com redução de preços serão identificados nos pontos de venda. A única crítica de alguns representantes do setor foi o prazo de três meses para a redução do imposto. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox, pretende discutir com o governo a ampliação do prazo, como ocorreu no setor automobilístico.

Preço de motos deve cair 3%
Neste início de mês, os preços das motocicletas com até 150 cilindradas, que respondem por 85% das vendas do segmento, terão queda de 3%, segundo cálculo das fabricantes. Para os automóveis novos, que terão prorrogada a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), os preços permanecerão entre 5% e 7% mais baixos na comparação com as tabelas sugeridas pelas montadoras. No caso das motos, a queda será possível com a redução a zero da alíquota da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que é de 3%. A medida terá validade até 30 de junho, prazo também válido para a extensão do corte do IPI dos veículos. Segundo o diretor da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), Moacyr Paes, em janeiro e fevereiro as vendas de motos caíram 43% em relação ao mesmo período de 2008, para 189,1 mil unidades. As fábricas empregam 18 mil trabalhadores, a maioria na Zona Franca de Manaus (AM) e aceitaram acordo de manutenção de empregos durante a vigência da medida. O mesmo compromisso foi aceito pelas montadoras de veículos que hoje empregam cerca de 123 mil funcionários, 4 mil a menos do que em dezembro, incluindo as fábricas de tratores. Na primeira etapa da redução do IPI (entre 20 dezembro e agora), não havia acordo relativo a empregos.