Em dezembro, 41% das
compras virtuais foram pagas à vista
No Magazine Luiza, expectativa é de crescimento de 50% neste ano para o comércio virtual. Inovar sempre, estabelecer parcerias mais atraentes para o consumidor e aumentar constantemente o mix de produtos oferecidos. Essa é a estratégia do Magazine Luiza para o seu canal de vendas online, que já representa 13% do faturamento total, de R$ 8,2 bilhões em 2008. A expectativa é de crescimento de 50% nas vendas do canal neste ano. O diretor geral de e-commerce da rede, Francisco Donato, explica que o grupo apostou em ações como a divulgação de informações sobre produtos e de esclarecimentos de dúvidas em canais como o YouTube. Além disso, a estratégia de armazenamento desses vídeos no Google tornou a marca mais visível. Outra iniciativa foi a pulverização da publicidade sobre o portal. Além do Google, foram usados sites buscadores de preços como o Busca Pé, que atrai consumidores das classes C e D.
Neste ano, os produtos mais divulgados na web serão móveis e aparelhos de TV, cuja composição de preços não depende da oscilação do dólar. Segundo Donato, a crise que abalou o mundo a partir de setembro de 2008 não afetou a estratégia de vendas da rede neste canal. “Nosso desempenho na web deverá crescer neste ano, já que registramos elevação de 60% nas vendas em fevereiro ante igual mês de 2008.”
Nada de desemprego no comercio
O comércio sofreu menos demissões em comparação com o desemprego na indústria. No primeiro bimestre deste ano, foram realizadas 14.116 homologações no Sindicato dos Comerciários de São Paulo, abaixo das 14.506 feitas em igual período do ano passado. Para o presidente do sindicato e da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, isso se deve ao fato de as vendas do varejo terem se mantido estáveis nos dois primeiros meses do ano, ao contrário do que ocorreu com a indústria, que viu sua produção desabar. “Alguns setores do comércio – principalmente o automobilístico – sentiram mais fortemente o reflexo da crise e tiveram que fechar postos de trabalho. Os outros ficaram relativamente acomodados e mantiveram seus funcionários”, diz Patah.
O sindicalista informa que, dos 450 mil comerciários da cidade de São Paulo, menos de 10% estão empregados em estabelecimentos ligados a veículos, como concessionárias. “Por isso, o impacto nas demissões não foi tão relevante”.
Sacrifício do brasileiro será curto, afirma Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou em “sacrifício”, ao comentar os efeitos da crise econômica mundial no Brasil. “Agora, temos problemas no setor de exportação. Principalmente no setor de máquinas e automóveis. Isso tem caído. Estou convencido de que o sacrifício que o povo brasileiro vem fazendo será de curta duração”, afirmou Lula. “Porque quem importa fruta, carne e soja do Brasil sabe que tem de continuar comprando, vai continuar importando”, acrescentou. De acordo com Lula, o setor de exportação é “vital” e é nessas horas que o governo tem de entrar para atuar, seja por meio de medidas da administração federal, do Banco do Brasil (BB) ou do Banco do Nordeste (BNB) para rolar “dívidas dos companheiros e não permitir que o sufoco venha matar afogados os que apostaram e trabalharam o tempo inteiro”. “Este País não tem de ter medo de crise. É como uma gripe num cabra macho, ele vai trabalhar e não perde um dia de serviço por causa da gripe. Eu quero mostrar que existe uma crise, ela é grave, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e os alemães têm mais problemas que o Brasil e nós vamos enfrentar essa crise trabalhando”, disse o presidente.
Governo amplia prazo para pagar IPVA
Quem possui débitos relativos ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) até 2006 terá mais tempo para pagar as dívidas com desconto. A Secretaria da Fazenda do Estado prorrogou de 31 de março para 30 de maio o prazo para quitação por meio do Programa de Parcelamento de Débitos (PPD), que garante redução de juros e multas. Também podem ser parcelados os autos de infração e imposição de multas (AIIM) inscritos na dívida ativa do Estado ou ajuizados (cobrados por meio de ação judicial). De acordo com o governo do Estado, o pagamento poderá ser feito de uma só vez ou em várias parcelas. No primeiro caso, o proprietário do veículo terá redução de 75% na multa e de 60% nos juros de mora (cobrados por conta do atraso). Nos parcelamentos, o desconto é de 50% na multa e de 40% nos juros de mora. O governo do Estado lembra ainda que o valor mínimo de cada parcela é de R$ 100 para pessoas físicas e R$ 500 para empresas. No caso das empresas, o valor da primeira parcela não pode ser inferior a 1% da receita média bruta mensal de 2006.
Pessoas físicas e empresas que se cadastrarem no PPD até o dia 15 do mês corrente terão até o dia 25 do mesmo mês para pagar a primeira parcela ou quitar a dívida. Para quem se cadastrar na segunda quinzena do mês, o prazo vai até dia 10 do mês seguinte. O proprietário que deseja saber se existem pendências deve acessar o site www.ppd.sp.gov.br.
Será liberado reembolso para carros roubados
O governo estadual liberou a devolução do IPVA para quem teve o carro roubado entre abril e junho do ano passado. Serão devolvidos cerca de R$ 10,2 milhões, referentes a 36,7 mil ocorrências. Para saber se tem direito, basta acessar o site www.fazenda.sp.gov.br. O dinheiro pode ser sacado nas agências da Nossa Caixa. Se você tem dívidas anteriores a 2006 referentes ao IPVA, entre no site www.ppd.sp.gov.br. Na página, é possível verificar os valores e aderir ao parcelamento. Também é possível pagar as pendências em cota única. Para acessar o sistema do Programa de Parcelamento de Débitos (PPD), é preciso estar cadastrado no programa Nota Fiscal Paulista. Isso ocorre porque o PPD não possui um sistema próprio de acesso. O cadastramento pode ser feito na hora. O pagamento em cota única garante descontos de 75% na multa e de 60% nos juros de mora.
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