| Está mais fácil comprar a prazo, quem esperou para comprar um presente ou para fazer a troca do fogão, valeu a pena. Os avisos nas vitrines e mesmo na internet não deixam dúvida, quem quer comprar, tem prazos maiores para pagar. O parcelamento sem juros, que havia encolhido para oito vezes, voltou a espichar, para dez ou até 12 vezes. Os prazos com juros também foram esticados. Mas cuidado, pois as taxas cresceram na mesma proporção e estão mais altas do que se pagava antes da crise financeira. Em agosto, os índices cobrados eram de 18,7% ao ano, para os automóveis, e de 45% para itens como eletroeletrônicos e eletrodomésticos.
Em janeiro deste ano, as taxas verificadas eram de 23,2%, para os automóveis, e de 54,2% para outros produtos. De acordo com a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), o financiamento de carros, que chegou a ser feito em 84 meses, ou sete anos, foi reduzido para 36 meses, em outubro, e agora está em 48 meses. Apesar de as taxas estarem maiores, as análises dos especialistas são positivas.
O pior da crise já passou pelo comércio, agora basta o bom senso para comprar financiado. As lojas ainda temem a inadimplência, mas a maioria dos produtos pode ser comprada com prazos maiores. A avaliação é do economista da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira. “Em setembro, o número de prestações foi encurtado pelo varejo, para que não houvesse o risco de não receber o dinheiro. O quadro já está mudando. Além disso, os comerciantes precisam vender. O movimento já está melhorando, mas é preciso criar estímulos ao consumidor”, diz Oliveira.
|