Associação Comercial e Industrial de Limeira

19 a 25 de março de 2009

Economia

Classe C emergente quer melhorar padrão

Reprodução

A combinação arroz com feijão continua sendo sinônimo de boa alimentação para a classe média. Mas esse é um dos poucos hábitos que não mudou para os milhões de brasileiros que nos últimos anos ascenderam para a Classe C. Hoje, consumir sem estresse – pois o orçamento apertado ainda é um limitador – e aprender a se comportar como um integrante da classe média, seja nos modos ou na forma de falar, estão no topo dos desejos dos integrantes dessa, que já foi considerada uma classe de necessitados e simplórios.
Essas são algumas das conclusões da pesquisa “Para onde vai a classe C: as demandas futuras do Brasil emergente”, realizada pela agência McCann Erickson e o instituto Data Popular, com casais de São Paulo, Rio, Recife, Porto Alegre e Goiânia, com renda mensal de R$ 1 mil a R$ 2 mil.
“O Brasil emergente é que definirá o futuro da nação. O crescimento da economia passa necessariamente pelo aumento de consumo da classe C”, diz Aloísio Pinto, vice-presidente da McCann Erickson. Segundo a pesquisa, o brasileiro emergente se vê como classe média baixa (47%) ou classe média (36%). Por isso, as marcas que quiserem se relacionar com esse público não podem olhá-lo como necessitado. “A classe C emergente possui um consumo variado e eclético. Ela não quer mais ter acesso, porque já alcançou isso, mas quer ter o melhor”, diz Pinto.
Esse salto para a qualidade, segundo o publicitário, está muito mais relacionado à melhora de opções de lazer para a família do que à ostentação. “Ter aparelhos eletroeletrônicos, por exemplo, para reunir a família, é sinônimo de bem-estar e não de luxo. Afinal, o ambiente ao redor não oferece muitas opções de entretenimento”, afirma. Apesar disso, 53% dos entrevistados disseram que querem continuar vivendo no mesmo bairro, na vizinhança de que a maioria diz sentir receios.