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Associação Comercial e Industrial de Limeira
26/fev a 04/mar de 2009

Acordo

Papirus deve preservar 80 empregos depois de conversa entre empresa e Sindicato

Divulgação
José Roberto de Campos, presidente do Sindicato do Papelão
Em assembléia no dia 20 de fevereiro, foi assinado um acordo entre a empresa Papirus e o Sindicato dos Trabalhadores do Papelão para a redução de jornada e salários pelos próximos 3 meses, com garantia de estabilidade e preservação de benefícios. O Acordo foi proposto pela empresa, que alega dificuldades financeiras devido à crise econômica mundial.
A Papirus tem hoje 300 trabalhadores, onde 267 participaram da votação e foram 212 votos favoráveis. No mês passado, a organização demitiu 47 trabalhadores sob a mesma alegação: prejuízos causados pela crise. “Antes de me enviar a proposta de negociação, a empresa enfatizou as dificuldades financeiras e me disse que 80 trabalhadores poderiam ser demitidos no caso de uma recusa. Diante disso, achei que o único caminho viável seria levar a decisão para os próprios trabalhadores”, afirmou José Roberto de Campos, presidente do Sindicato do Papelão.
O Acordo prevê redução de 30% da jornada de trabalho e 25% de salário entre os meses de março, abril e maio. Durante este período, fica proibida a adoção de hora-extra por parte da empresa, e a manutenção de benefícios como vale-transporte, plano de saúde e cesta de alimentos.
“Mas o mais importante é a garantia de estabilidade de emprego. Acho que é isso que levou o trabalhador da Papirus a aprovar o Acordo. Durante a semana que transcorreu antes do acordo ser fechado, recebi diversas ligações de funcionários da empresa pedindo a aceitação”, conta Campos.
Um grupo de Sindicatos firmou compromisso de não-aceitação de acordos de redução de salários e jornada. Sobre este fato, Campos lembra que cada entidade deve analisar sua própria realidade, mas ouvir o trabalhador é essencial.
“Sou presidente do Sindicato tanto para as horas boas e como para as más. Não tenho medo do desgaste junto a outras entidades, se a nossa decisão por uma assembléia levar à aceitação do Acordo. Teria mais medo de ver 80 pais de família na rua, e sem poder opinar”, finalizou.