Associação Comercial e Industrial de Limeira

19 a 25 de fevereiro de 2009

Assunto Econômico

Telefones celulares terão carregador padronizado a partir de 2012
Sabe aquela história de precisar emprestar um carregador para a bateria de seu celular, mas não encontrar ninguém que tenha um modelo compatível com seu aparelho? Isso deve acabar nos próximos anos. Operadoras e fabricantes de celulares anunciaram um acordo para adotar um padrão único de carregadores, que funcionarão em qualquer telefone móvel a partir de 2012. O padrão escolhido já é utilizado por diversos aparelhos atualmente: trata-se do formato Micro USB, o mesmo usado em cabos de transferência de câmeras digitais. Fazem parte do acordo as operadoras Vodafone, Telefônica, Orange e AT&T, entre outras, além das fabricantes Ericsson, LG, Motorola, Nokia, Samsung e Sony. “Quase todo mundo já teve vários aparelhos celulares, e acaba acumulando um monte de carregadores no armário. Queremos acabar com essa confusão de fios”, afirmou o presidente da associação GSMA, Robert Conway, durante apresentação no Mobile World Congress (MWC), em Barcelona. De acordo com Conway, não é só o consumidor que será beneficiado com o plano, que fará com que qualquer carregador funcione em qualquer celular fabricado a partir de 2012, independentemente de marca e modelo. “Haverá uma redução considerável nas emissões de poluentes e de gás carbônico, já que não será necessário mais fabricar tantos carregadores. Quando trocarmos de celular, poderemos manter nosso carregador antigo”, disse.

Receita Federal libera consultas a lote residual do IR 2006
A Secretaria da Receita Federal informou que já estão abertas as consultas a um lote residual do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2006, ano-base 2005, por meio de sua página na internet. Os lotes residuais referem-se a contribuintes que caíram na malha fina.
As restituições deste lote estarão disponíveis para saques a partir do dia 26 de fevereiro e terão a correção de 34,17%, correspondente à variação da taxa Selic de 2006 em diante.
Segundo a Receita Federal, constam 115,2 mil declarações no lote. Deste total, 23,3 mil terão imposto a receber, no valor de R$ 59,7 milhões; enquanto outros 80,4 mil contribuintes terão imposto a pagar, no valor de R$ 458 milhões. Ao mesmo tempo, 11,4 mil pessoas não terão imposto a pagar ou a receber.

Argentina rechaça produtos Made in Brazil
Industriais argentinos pediram ao governo da presidente Cristina Kirchner que “não se deixe pressionar” pelo empresariado brasileiro e continue adotando medidas protecionistas para restringir a entrada no país de produtos “made in Brazil” (fabricados no Brasil).
Sintomática e estrategicamente, o pedido foi realizado antes da partida de um grupo de ministros argentinos, que chega hoje a Brasília para se reunir com representantes do governo brasileiro. O Brasil pretende oferecer linhas de financiamento para as exportações argentinas para tentar desarmar a onda protecionista do país vizinho. Hoje, no Itamaraty, a Argentina estará representada pelos ministros Jorge Taiana, das Relações Exteriores, Carlos Fernández, da Economia, e Débora Giorgi, da Produção. Do lado brasileiro, os ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores, Guido Mantega, da Fazenda, e Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ontem, na véspera da viagem do grupo, o ministro de Assuntos Estratégicos do Brasil, Roberto Mangabeira Unger, iniciava em Buenos Aires uma visita de dois dias com a missão de debater com o governo argentino, empresários e sindicalistas como os dois países vão enfrentar a crise global.
Ao longo de janeiro, a Argentina aplicou licenças não automáticas para a entrada de pneus e multiprocessadores de alimentos. Além disso, aplicou preço mínimo para a entrada de 50 tipos de tubos de aço e ferro e, desde a semana passada, entrou em vigor mais uma série de restrições para 800 novos produtos provenientes de todo o mundo, atingindo as vendas brasileiras de têxteis. Na semana passada, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, pediu ao governo que adote “retaliações” para compensar o protecionismo do governo argentino.

Produtos agrícolas impulsionam IGP-M na 2ª semana do mês
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu 0,45% na segunda prévia de fevereiro, ante queda de 0,58% no mesmo período de janeiro. Na primeira leitura de fevereiro, o IGP-M tinha subido 0,42%. Os preços dos produtos agrícolas no atacado subiram 1,63% na segunda prévia do IGP-M desse mês, após apresentarem queda de 0,31% na segunda prévia do mesmo índice em janeiro.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,38%, ante alta de 0,59% no mesmo período do mês passado. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,43%, ante avanço de 0,15% na segunda prévia de janeiro. A segunda leitura do IGP-M de fevereiro foi calculada com base na variação dos preços entre os dias 21 de janeiro e 10 de fevereiro.