Associação Comercial e Industrial de Limeira

12 a 18 de fevereiro de 2009

Assunto Econômico

Claro e TIM vão responder a processo por falhas no SAC
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, determinou a instauração de processo administrativo contra as empresas de telefonia celular Claro e TIM. O motivo seria a deficiência no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). Os despachos do diretor do DPDC, Ricardo Morishita, foram publicados no Diário Oficial da União. As duas empresas serão notificadas para apresentar defesa. Segundo o Ministério da Justiça, desde a vigência do decreto que exige o SAC, foram instaurados 204 processos administrativos. Desse total, 186 foram instaurados nos Procons estaduais e 18 no DPDC. Os campeões em reclamação são: operadoras de telefonia celular e fixa; de cartão de crédito; bancos comerciais; empresas de transportes aéreo e terrestre; empresas de TV por assinatura e de energia elétrica.

Bancários espalham 400 cruzes na Avenida Paulista
Cerca de 150 funcionários do Banco Santander realizam uma manifestação no canteiro central da Avenida Paulista, entre a Rua Augusta e a Alameda Campinas, que teve início no dia 9 de fevereiro. De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, os bancários vão espalhar até o dia 15, 400 cruzes no canteiro central da avenida, representando cada uma das demissões feitas pelo banco. Segundo o sindicato da categoria, o ato repudia a prática anti-sindical do banco e pede a volta dos 400 trabalhadores demitidos, além da retomada das negociações com resultados. O Banco Real foi comprado pelo Santander, e ainda segundo o sindicato, há seis meses, representantes dos bancários e da direção do banco negociavam alternativas às demissões, mas o banco desrespeitou o processo, demitiu centenas de trabalhadores e interrompeu as negociações. Os bancários querem uma reunião com o presidente Lula para discutir o assunto. A entidade também encaminhou nesta semana uma carta ao presidente do Santander no Brasil, Fábio Barbosa, cobrando respeito aos trabalhadores e a retomada das negociações, mas até agora não obteve resposta.

Falha de segurança faz Citi cancelar cartões de crédito no Brasil
Uma falha de segurança no sistema da empresa norte-americana Heartland Payment Systems, que administra pagamentos de cartão de crédito - fornecendo máquinas nas quais os pagamentos em cartão são processados -, fez com que a Credicard Citi e o Citibank anunciassem o cancelamento de parte de seus cartões de crédito no Brasil. A assessoria de imprensa da Credicard Citi explica que estão sujeitos à falha os cartões de crédito que foram processados nas máquinas da Heartland Systems - empresa que atua nos Estados Unidos e no Canadá. A Heartland não explica o período da falha, mas diz que o problema ocorreu em 2008. A companhia não informa quantos clientes foram atingidos pela falha de segurança - anunciada pela Heartland Systems no último dia 20 de janeiro -, mas afirma que a ação de cancelamento é preventiva.

Será que o pior já passou?
Depois de despencar de 73 mil pontos para o patamar de 36 mil pontos, o Ibovespa (principal indicador do mercado de ações da BM&FBovespa) parece retomar a trajetória de alta, para alívio dos investidores. Junto com o indicador, mostram-se mais estáveis os papéis das principais companhias brasileiras. Entretanto, o cenário ainda não é de total tranquilidade. Os analistas preveem oscilação para os próximos meses, mas nada parecido com o ritmo alucinante de setembro ou outubro, quando o mecanismo de circuit breaker da Bolsa teve de ser acionado. Em dezembro e janeiro, o Ibovespa teve variação acumulada positiva, com altas de 2,6% e 4,6%, respectivamente. Na última semana, a melhora do humor tomou conta do mercado e a Bolsa subiu quatro vezes, com valorização de 8,5% no período. “No ápice da crise, as empresas foram muito punidas. Neste momento, o mercado está tentando separar o que vale a pena do que é perigoso”, diz o analista da Elite Corretora Alexandre de Macedo Marques Filho.

Mercados emergentes se voltam para o comércio sul-sul
Países em desenvolvimento, procurando compensar a queda de demanda dos países ricos e os preços mais baixos das commodities, buscam formas de aumentar um dos mais dinâmicos aspectos das suas economias: o comércio sul-sul. No mês passado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que países em desenvolvimento cresceriam cerca de 3% neste ano, enquanto as economias avançadas encolheriam cerca de 2 por cento. Como um todo a economia mundial ficaria estagnada. A UNCTAD, organismo das Nações Unidas para comércio e desenvolvimento, prevê que as exportações dos países em desenvolvimento poderiam cair cerca de 9% em 2009. O comércio sul-sul pode ser a única luz nesse túnel.