Brasil é o 10º entre países com mais PCs
Um estudo divulgado recentemente pela Computer Industry Almanac aponta que, em 2008, o número de computadores em uso espalhados por 57 países chegou a 1,19 bilhão. Os dados são compatíveis com aqueles anunciados pelo Gartner em meados do ano passado. No ranking das nações que mais têm PCs, o Brasil aparece em décimo lugar, com 33,3 milhões de máquinas (2,8% do total). Os computadores pessoais não são usados somente no ambiente doméstico, desktops e notebooks adotados em empresas também entram na categoria de PCs. Quando considerados os computadores de maior porte, chamados mainframes, o valor total de máquinas espalhadas pelo mundo chega a 1,23 bilhão, de acordo com a Computer Industry Almanac. “A velocidade de crescimento dos computadores pessoais está caindo, mas os Estados Unidos devem ter mais PCs em uso do que pessoas no ano de 2013. O aumento rápido da adoção de computadores portáteis é a principal razão para essa expansão”, diz o relatório. Em 2008, 86% dos americanos tinham um computador, e a porcentagem deve chegar a 100% em 2013.
Balança comercial tem déficit
de US$ 518 mi em janeiro
A balança comercial brasileira fechou o mês de janeiro com um déficit de US$ 518 milhões, o primeiro resultado negativo mensal desde março de 2001, quando a balança foi deficitária em US$ 274 milhões. Em 21 dias úteis do mês, as exportações somaram US$ 9,788 bilhões e as importações, US$ 10,306 bilhões. Em janeiro de 2008, a balança havia registrado um superávit de US$ 922 milhões. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pelo critério da média diária, o déficit registrado no primeiro mês deste ano (média diária negativa de US$ 24,7 milhões) representa um desempenho 158,9% menor que a média diária registrada em janeiro de 2008 (US$ 41,9 milhões).
A média diária exportada no mês (US$ 466,1 milhões) representou uma queda de 22,8% em relação ao desempenho médio diário registrado em janeiro de 2008 (US$ 603,5 milhões). Já as importações fecharam o mês com média diária de US$ 490,8 milhões, com queda de 12,6% na comparação com janeiro do ano passado (US$ 561,6 milhões). Em relação a dezembro passado, a média diária exportada registrou queda de 25,8% e a média das importações foi 6,3% inferior.
Diário Oficial publica reajuste
do seguro-desemprego
O “Diário Oficial da União” publicou a norma do Ministério do Trabalho que determina o reajuste do seguro-desemprego. O reajuste é de 12,048% e o valor médio do benefício, de R$ 564,40. De acordo com a Resolução n.º 587, cada faixa salarial terá um valor básico diferenciado. As faixas são para trabalhadores com salário até R$ 767,60, para média salarial entre R$ R$ 767,61 e R$ 1.279,46, e para salários acima de R$ 1.279,46. O valor mínimo da parcela do benefício corresponde ao novo salário mínimo, de R$ 465,00 e o máximo é de R$ 870,01.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou o aumento do salário mínimo, que passa de R$ 415 para um valor médio de R$ 465 a partir do primeiro dia do mês de fevereiro.
Lupi também anunciou aumentos do seguro-desemprego e do abono salarial. O valor médio do seguro passa de R$ 564, 40 para R$ 632,40. Já o do abono, será o mesmo valor do salário mínimo, R$ 465. O ministro aposta que os reajustes dos dois benefícios também poderão contribuir para aquecimento do mercado. O ministro anunciou ainda que sua equipe está desenvolvendo um estudo para propor o seguro-emprego para os trabalhadores. Embora sem detalhar o projeto, ele afirmou que o seguro-desemprego permanecerá. “Será um benefício com foco na garantia da empregabilidade no país”, disse.
“Isso vai causar um grande efeito na economia porque é um fator forte de aquecimento para o mercado consumidor”, disse Lupi, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.
Fraudes atingem maior nível em 13 anos
A crise mundial ameaça revelar bilhões em fraudes financeiras cometidas durante os anos de “boom” na economia internacional. Um relatório preparado pela KPMG constatou que, já em 2008, as fraudes identificadas registraram US$ 1,5 bilhão, enquanto os casos se proliferam nos tribunais. O volume é o maior em 13 anos e poderá se intensificar ainda mais nos próximos meses. No Reino Unido e na Suíça, a Justiça admite que está em pleno trabalho de investigação sobre “dezenas” de casos. As fraudes atingem seu maior nível na economia europeia em 13 anos e analistas apontam para a crise como um dos principais motivos para o comportamento de empresas. Em 21 anos que a consultoria registra os casos, 2008 será marcado pelo segundo maior, superado apenas por 1995. Cerca de um terço desse total se refere de fato a fraudes cometidas por empresas e seus executivos. O restante foi gerado por organizações criminosas. Agora, o temor de que a quebra de várias empresas e de mecanismos de financiamento revelem que há, de fato. Só os fundos de Bernard Madoff estão sendo investigados por fraudes de US$ 50 bilhões. Na Bolsa de Londres, uma empresa foi identificada com fraudes de US$ 600 milhões, usando documentos falsos de aplicações com o Banco do Brasil.
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