Associação Comercial e Industrial de Limeira
05 a 11 de fevereiro de 2009

Vitrine

Setor de viagens corporativas aposta em crescimento

Com a turbulência econômica mundial, o mercado de viagens corporativas no Brasil começa 2009 com incertezas, mas otimismo. No ano passado, obteve faturamento total de R$ 17,46 bilhões – aumento de 6,78% em relação a 2007. Do total, o transporte aéreo representou 52,44% (faturamento de R$ 9,15 bilhões ante R$ 8,58 bilhões do ano anterior), os serviços de hospedagem geraram 35,73% (R$ 6,24 bilhões, acima dos R$ 5,42 bilhões de 2007) e os de locação de veículos obtiveram 5,61% (R$ 979,7 milhões, comparados aos R$ 885,7 milhões em 2007).

Crescimento

“Crescemos acima do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008”, adiantou Brasil. Ainda de acordo com o estudo, o setor de viagens corporativas, que inclui deslocamentos de negócios, eventos e incentivo, gerou 227.254 empregos diretos e 254.524 indiretos.

Otimismo

As perspectivas para 2009? “Estamos trabalhando com o que o governo sinaliza. O ‘drive’ das viagens corporativas é a economia e não o dólar,” disse. A indústria, portanto, deve acompanhar as projeções do Banco Central (BC), disse o especialista. “O ano de 2008 foi excelente e temos de continuar otimistas mesmo com a crise,” disse o presidente do Fórum das Agências de Viagens Especializadas em Contas Comerciais (Favecc), Francisco Leme. “Se o governo espera crescer, nós também.”

Adequando ao mercado

Segundo a presidente da Abgev, Viviânne Martins, só será possível medir o desempenho do mercado no fim deste semestre. Segundo ela, as empresas não podem parar de prospectar novos negócios e cortar os custos com viagens. “Parar de viajar num momento desses não é a solução. A saída é contar com profissionais especializados no gerenciamento e negociação com fornecedores,” disse.

Utilizar o bom senso

As Travel Management Company (TMCs), empresas administradoras de viagens de negócios, têm papel fundamental na negociação dos preços. Por que não viajar mais, pagando menos? Em lugar de se deslocar de classe executiva, ir de econômica, e ficar em hotéis mais em conta são algumas sugestões às empresas. “As companhias, obrigadas a demitir, talvez queiram incentivar as equipes a cumprir metas”, disse Vivianne, referindo-se às viagens de incentivo. E dá a dica: “Quem souber criar coisas boas e baratas, vai sair na frente.” O momento é de viajar com bom senso.