‘Prometo uma era de responsabilidade’
Mais de um milhão de pessoas enfrentaram o frio de cinco graus negativos para assistir a um dos momentos mais importantes da história dos Estados Unidos, a posse de Barack Obama.
Em uma cidade com 600 mil habitantes, nada menos de 500 mil passaram pelas estações de metrô da capital do país, até as 10 horas da manhã, para não perder nenhum momento da solenidade presidencial.
Algumas estavam tão congestionadas que as pessoas mal conseguiam se mexer.
Patriotismo
Nada, nem o frio, nem o excesso de gente impediu que a população saísse de casa e se apinhasse diante do Capitólio, em Washington.
|
|
Convidados
Na tribuna do Capitólio estavam os ex-presidentes dos EUA ainda vivos: George W. Bush, Bill Clinton, George H.W. Bush, o pai do agora ex-presidente, e Jimmy Carter. Todos acompanhados de suas mulheres. Ainda antes de Obama proferir seu juramento diante do presidente da Corte Suprema dos EUA, John Robert, a platéia assistiu ao juramento do vice-presidente, Joseph Biden. Ele prestou sua declaração solene perante o juiz do Tribunal Supremo, John Paul Stevens.
Silêncio total
Finalmente, chegou a hora da apresentação do grande astro do dia. Obama falou por pouco menos de 20 minutos. Emocionou, comoveu e emudeceu a todos os presentes. O juramento começou às 12h06 local, momento em que ele se tornou, oficialmente, o 44º presidente dos EUA, seguindo à risca, todos os detalhes do protocolo da Constituição do país.
Nada de sonho
Depois de meses de medo, de recessão, de desempregos e desalentos, o novo presidente se dirigiu a seu povo sem fazer promessas impossíveis. Falou da economia, da política, das relações exteriores, do terrorismo e das preocupações do dia-a-dia de cada cidadão. Foi claro, simples e direto. Talvez, inclusive, por se referir a valores perdidos – que devem ser retomados: “Os desafios são novos, mas o mesmo não ocorre com os valores que devemos confiar para encará-los com sucesso. Com trabalho duro, honestidade, fair play, tolerância e curiosidade.
|