| Os emissários do Império abordaram um homem do povo e pediram-lhe o pagamento do devido tributo pala atividade que exercia dentro do mesmo. O homem não se negou pagar, todavia pediu um prazo para recolher aos cofres da repartição governamental, a importância que lhe fora pedida. Nesse ínterim, consultou seus amigos cristãos como ele, sobre se deveria efetuar tal pagamento, obtendo deles a seguinte informação: - “o Império tem gastos com a manutenção da cidade, os quais servem para atender o que é de necessidade irremovível do povo, então os romanos devem se quotizar para atender os gastos previstos. A partir daí, é licito o recolhimento do valor pedido. E acrescentou esta observação: “A Deus o que é de Deus, a César o que é de César”. Com esta resposta, foi satisfeita a duvida de seu interlocutor.
A citação dessa passagem histórica serve para lembrar os governos de que devem pedir colaboração popular, e com o resultado obtido, atender às necessidades dos contribuintes, no que se refere à segurança dos mesmos, e facilidade na prestação de serviços relacionados ao bem estar dos cidadãos - homens e mulheres do Império.
Os séculos se passaram, mas nada mudou na relação povo-governo. Este tem nos dias atuais o direito de cobrar impostos para atender às necessidades da máquina administrativa. Como todo direito corresponde a uma obrigação, os governantes devem aplicar com justiça o tanto que lhe é pago pelos contribuintes, agindo com o máximo de seriedade e equitatividade. Nada mais além disso é de direito, não importando a cor política dos contribuintes. Estes cumprem com as leis e decretos governamentais, seja quem for que esteja governando cidades, estados e municípios. Eleição é uma coisa, justiça na cobrança de tributos é outra coisa.
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