Anatel lançará em 2009 plano
de celular para baixa renda
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançará no início de 2009 um plano de serviço de telefonia celular, voltado para camada de baixa renda da população. O superintendente de Serviços Privados da Anatel, Jarbas Valente, disse que o preço do serviço nesse plano será mais baixo que os cobrados atualmente. Mas ele não deu maiores detalhes sobre o programa. Valente disse que a nova Oi, fruto da fusão com a Brasil Telecom, e a Claro, já se comprometeram a ofertar o plano de baixa renda e que a agência está negociando com outras empresas novas adesões.
Crise ameaça emprego formal
O brasileiro vai entrar em 2009 na luta para afastar o fantasma do desemprego que voltou a assombrar a economia, no rastro da crise internacional. A taxa de desemprego interrompeu em novembro a curva de queda. Está em 7,6%, deve passar de 7,8% este ano e, no ano que vem, ficar em torno de 8,5% da população economicamente ativa, segundo consultorias ouvidas pelo Estado. A massa salarial deve se manter estável, com crescimento pouco acima de zero, sem passar de 1,5%. O crescimento da informalidade é um cenário que se desenha com contornos mais definidos para o próximo ano. Caso a economia cresça 3% - prognóstico que está no rol dos mais otimistas - deverão surgir 300 mil empregos informais, calcula Claudio Dedecca, pesquisador do Grupo de Economia do Trabalho da Unicamp.
Lucro de banco vai prevenir calote
O governo quer forçar os bancos a reservar parte do lucro deste ano para enfrentar o aumento da inadimplência de consumidores - principalmente das classes C e D - que deverá ocorrer nos próximos meses por causa da desaceleração econômica e da alta do desemprego. Com a estratégia, o governo espera afastar o risco de insolvência no sistema financeiro. Na avaliação da equipe econômica, os bancos tiveram “lucro adicional” com a crise - o que será revelado nos próximos balanços. Boa parte desse lucro veio com a elevação dos spreads das operações financeiras durante a forte restrição de liquidez enfrentada a partir de meados de setembro. Se nessa primeira fase da crise a lucratividade dos bancos cresceu, numa segunda fase o quadro será de problemas provocados pela inadimplência, advertiu importante fonte do governo. O assunto já foi debatido no Planalto, com a equipe econômica.
As intervenções do Banco Central
Desde quando a crise financeira internacional se agravou, há três meses, o Banco Central já promoveu uma injeção de liqüidez no mercado brasileiro cambial de US$ 53,4 bilhões. A resposta à crise foi feita com uma série de medidas adotadas desde o dia 18 de setembro. Os dados do BC consideram os valores acumulados até a primeira quinzena de dezembro. De acordo com o balanço apresentado pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no Senado, US$ 9,8 bilhões foram colocados no mercado com a venda direta de dólares no mercado à vista. Outros US$ 10,8 bilhões foram colocados com venda de dólares com compromisso de recompra futura. Mais US$ 28,9 bilhões, com operações de contratos de swap cambial, e US$ 2,4 bilhões com linhas para o comércio exterior. O BC também incluiu no balanço a decisão de não rolar, nesse período, as operações de contrato de swap cambial reverso, que venceram no valor de US$ 1,5 bilhão. No documento, o presidente do BC destaca que, de todas essas intervenções no mercado cambial, apenas as vendas diretas de dólar no mercado à vista (US$ 9,8 bilhões) afetam as reservas internacionais brasileiras.
Banco Central avalia que preço
de gasolina pode cair em 2009
O preço da gasolina, que se manteve estável neste ano, pode cair em 2009 por conta da redução do petróleo no mercado internacional, de acordo com o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, por meio da ata de sua última reunião. Antes do agravamento da crise financeira internacional em meados de setembro, o barril de petróleo chegou a ser negociado a US$ 150 e, neste momento, oscila em torno de US$ 50 (cotação do mercado londrino). “No que diz respeito à considerável incerteza referente às previsões sobre a trajetória dos preços do petróleo, o cenário central de trabalho adotado pelo Copom, que prevê preços domésticos da gasolina inalterados para o acumulado de 2008, permanece possível, mas, a persistir o quadro atual do mercado de petróleo, não parece prudente descartar por completo a hipótese de que ocorram reduções de preços em 2009”, informou o Copom, por meio de sua ata.
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