Quem não passou pela situação de ter que comprar um presente para uma pessoa que não conhece bem, como nas brincadeiras de amigo secreto, ou para alguém com quem tem um relacionamento difícil? Os vales-presentes podem ser uma opção para essas situações complicadas e são oferecidos por livrarias, lojas de presentes e até churrascarias.
Na Livraria Cultura, a expectativa é de as vendas do vale-presente crescerem 30% neste ano. Para a gestora de marketing, Milena Tincani, o bom desempenho do produto é conseqüência da sua praticidade. Os cartões custam R$ 30, R$ 50 ou R$ 100.
A Cultura também oferece o vale-corporativo que pode ser personalizado com o logotipo da empresa adquirente. Suas vendas registram crescimento anual de 40% e os valores são determinados pelos clientes. Na Livraria da Vila, o vale-presente se consolidou. Segundo o proprietário, Samuel Seibel, as pessoas indecisas são os que mais procuram o produto.
Nos shoppings, essa opção de presente, com diversos valores, foi adotada por cerca de 60% das lojas.Ali, as empresas também são os principais clientes do produto. Nas Lojas Renner, os cartões, de R$ 50 a R$ 150, e podem ser adquiridos inclusive pela internet.
Para a consultora pessoal Heloísa Sundfeld, o vale-presente deve ser reservado a situações especiais. Por tratar-se de uma forma muito impessoal de presentear, é mais adequada em ambientes de trabalho e nas brincadeiras de amigo-secreto.
“Muitas pessoas optam pelos cartões para não ter trabalho. Por isso, eles passam uma impressão de desatenção e desinteresse. O trabalho e a preocupação na escolha de um presente é um ato de carinho”, afirma Heloísa.