Associação Comercial e Industrial de Limeira

11 a 17 de dezembro de 2008

Assunto Econômico

Poupança tem a melhor captação do ano em novembro
O pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário, no fim de novembro, ajudou a mais tradicional aplicação financeira do Brasil no mês passado. Dados do Banco Central divulgados no início de dezembro, mostram que os depósitos superaram os saques nas cadernetas de poupança em R$ 2,503 bilhões no mês passado. Esse foi o melhor resultado das cadernetas em todo o ano de 2008. Apesar do bom número, a cifra é 7,89% menor que o registrado em novembro do ano passado. De acordo com os dados do BC, o mês passado registrou depósitos totais de R$ 82,026 bilhões. Parte desses recursos foi retirado e os saques somaram R$ 79,523 bilhões no decorrer de novembro. Além de as aplicações terem superado as retiradas, as poupanças existentes renderam R$ 1,722 bilhão. Dessa forma, o conjunto de todas as cadernetas de poupança terminou o mês de novembro, dia 28, com saldo total de R$ 263,238 bilhões. No acumulado do ano até o mês passado, os depósitos superam as retiradas em R$ 12,237 bilhões. Apesar de o brasileiro continuar poupando, a captação das poupanças é 49,53% menor que a vista em igual período do ano passado. De janeiro a novembro de 2007, as aplicações superavam os saques em R$ 24,244 bilhões.

Projeto combate desemprego
Afif diz que o FAT é uma seguradora do trabalhador, que poderia ser usado na suspensão temporária. Ao lado das expectativas negativas da crise financeira no Brasil, o anúncio de férias coletivas das montadoras de veículos e as demissões da Vale, o secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, pôs na pauta de discussão a proposta do Projeto Travessia. Trata-se de uma medida emergencial – que duraria um ano – em que as empresas que enfrentarem dificuldade por conta da crise poderiam realizar a suspensão temporária do contrato do trabalhador, ao invés de demiti-lo. O empregado deixaria de receber seu salário por meio da empresa, e passaria a receber uma espécie de “seguro”, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Projeto proíbe demissão de marido de grávida
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o projeto de lei que proíbe a demissão sem justa causa do trabalhador cuja esposa ou companheira esteja grávida. O período vale a partir da concepção presumida, comprovada por laudo médico. Se aprovada, a lei não se aplicará ao profissional contratado por período determinado. De acordo com o Projeto de Lei 3829/97, de autoria do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), o empregador que desrespeitar a norma deve pagar multa corresponde a 18 meses de remuneração ao empregado. A proposta segue para votação no Senado. De acordo com informações da Agência Câmara, originalmente o projeto concedia “estabilidade de emprego” ao trabalhador que tenha a mulher estivesse grávida. O termo foi retirado do texto, que passou a proibir a dispensa arbitrária ou sem justa causa.

Veículos não saem das lojas
A participação dos populares de mil cilindradas nas vendas internas de veículos novos caiu de 51,2% em janeiro deste ano para 46,2% em novembro, segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O índice confirma o encolhimento das classes C e D no consumo, em função da restrição do crédito. No mês, as vendas registraram queda de 25,7% em relação a outubro e 25% na comparação com igual mês do ano passado. Para os populares, a desaceleração foi mais dramática: de 70%.
O pé no freio das vendas obrigou a Anfave a rever a estimativa de vendas para este ano. Há dois meses, a intenção era comercializar 3,6 milhões de veículos, alta de 24,2% ante 2007. Agora, segundo o presidente da entidade, Jackson Schneider, o crescimento deve ficar em 14,3%, com 2,8 milhões de unidades.

Vale não descarta novas demissões a curto prazo
Depois de anunciar a demissão de 1,3 mil funcionários e conceder férias coletivas a 5,5 mil empregados em todo o mundo, a Vale informou não descartar novas demissões no curto prazo devido à sua estratégia de cortar a produção. “Espero que não seja necessário, mas se for, vamos fazer ajustes”, disse o presidente da empresa, Roger Agnelli. O executivo afirmou que a Vale vai transferir técnicos da Valesul para a área de pelotização da Vale. “Continuamos fazendo ginástica para evitar demissões porque as pessoas são o maior ativo de uma empresa”, disse, em um evento realizado no Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
Mesmo assim, o executivo disse que a Vale poderá voltar a contratar em 2009. Segundo ele, a empresa precisará de trabalhadores em seus novos projetos que entrarão em operação, uma vez que os investimentos de longo prazo da companhia não foram cancelados. “Poderemos contratar no ano que vem”, disse. A Vale investirá US$ 14 bilhões em 2009, depois de aportes de US$ 11 bilhões neste ano. Ele destacou que em 2008 o saldo de contratações da Vale será positivo em 5 mil pessoas.