Associação Comercial e Industrial de Limeira

27/nov a 03/dez de 2008

Economia

Renda dos micro e pequenos empresários aumenta

Mais de 70% dos microempre-sários estarão inseridos nas classes A, B e C, segundo projeção feita pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Isso revela um aumento na renda dos trabalhadores por conta própria ou proprietários de pequenos negócios - que enquadram desde camelôs até donos de pequenos estabelecimentos comerciais que empregam outras pessoas. No ano passado, 67,5% dos microempresários estavam nas três classes sociais mais altas. A estimativa para 2008 indica que esse percentual chegará a 72,2%. A projeção, que utiliza dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reflete o ganho de renda do brasileiro, segundo o coordenador do estudo, Marcelo Neri. A FGV leva em conta que os trabalhadores da classes A e B têm renda familiar superior a R$ 4.591, e a classe C, que seria a classe média, tem renda de R$ 1.064 a R$ 4.591.
De 2007 para 2008, o percentual de microempresários inseridos na classe E caiu de 12,8% para 9,5%. Já os trabalhadores por conta própria em 2007 na classe D representavam 19,7% do total, e em 2008, cairão para 18,1%. Os dados de 2007 apontam que no ano passado, foram identificados 22,1 milhões de trabalhadores, abaixo dos 22,3 milhões observados em 2006. “A taxa de microempreendedorismo na população total cai de 12,2% para 11,9% entre 2006 e 2007”, afirmou Neri. Ao mesmo tempo, vem crescendo o número de microempresários negros inseridos nas classes mais altas. Entre 2003 e 2008, cresceu 34% o número de microempresários negros nas classes A,B e C. Já o total de brancos que passaram para essas classes aumentou 16% no mesmo período.