O Natal de 2008 promete ser doce para os fabricantes de chocolates. Eles já comercializaram toda a sua produção destinada especialmente para o mês de dezembro, sua segunda mais importante data depois da Páscoa, e esperam crescimento médio de 5% nas vendas sobre igual mês de 2007.
Os dados do setor foram divulgados na última semana pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). O faturamento de produtos de chocolate de uso continuado, que engloba barras, bombons e tabletes, além da produção sazonal de Páscoa e de Natal, deverá ser de R$ 5,9 bilhões em 2008, 5,3% superior aos R$ 5,6 bilhões de 2007. As vendas dessa categoria devem atingir 300 mil toneladas em 2008, volume que é 2,7% maior que o de 2007.
Mauricio Weiand, vice-presidente da área chocolate da Abicab, explicou que diversos fatores, além da redução nos índices de desemprego e do crescimento do poder aquisitivo dos salários, contribuíram para o desempenho positivo nos últimos dois anos. Segundo ele, houve investimentos na renovação do parque industrial, na criação de linhas de produtos e ampliação das já existentes como as diet, light e de alto teor de cacau. Com isso, atingiu a quarta posição no ranking dos maiores produtores mundiais de chocolate, depois dos Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido.
Luiz Felipe Rego, da área de assuntos institucionais da Abicab, ressaltou que o consumo per capita brasileiro vem crescendo. Ele passou de 1,95 quilo por habitante em 2005 para 2,53 quilos em 2007, mas ainda há muito espaço para crescimento. As lojas prepararam diversos lançamentos para o Natal, como as caixas especiais, composta de minitabletes de diversos sabores, linhas de panetones com coberturas especiais, recheados com trufas de vários sabores. “O setor está repleto de novidades e o País tem 600 mil pontos-de-venda para divulgá-las. Temos de ressaltar que o chocolate é um presente que agrada a todos”, conclui o presidente da Abicab, Getúlio Ursulino Netto. |