Associação Comercial e Industrial de Limeira

13 a 19 de novembro de 2008

Assunto Econômico

Petróleo tem de custar ao menos US$ 60 o barril
O preço do petróleo tem de estar no mínimo ao redor dos US$ 60 o barril para cobrir o custo de se aumentar a produção, disse o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. O executivo está na China, onde assinou memorando de entendimento para projetos de cooperação entre a Petrobrás e a estatal chinesa China Petrochemical (Sinopec).
“O custo marginal da expansão da produção hoje provavelmente está ao redor de US$ 60 o barril”, disse Gabrielli. As companhias produtoras de petróleo miram novas áreas de fronteira para a exploração, como a bacia de Santos, e o custo de comercialização das descobertas é mais alto do que nos campos de águas rasas e de terra firme que eram desenvolvidos no passado. Além disso, nos últimos anos subiram os preços das plataformas e das matérias-primas, como o aço, elevando ainda mais o custo de se aumentar a produção. “No fim das contas, pode-se dizer que o principal desafio que nós temos é a velocidade dos ajustes de custos comparada à velocidade dos ajustes de preços”, afirmou Gabrielli. Ele admitiu que as empresas produtoras podem cortar investimentos, caso as cotações continuem baixas, estabelecendo a base para uma nova alta de preços no médio prazo.

GM queima US$6,9 bilhões e anuncia cortes
A General Motors divulgou um prejuízo operacional de 4,2 bilhões de dólares, pior que o esperado, e informou que gastou 6,9 bilhões de dólares de seu caixa no terceiro trimestre pressionada por uma crise do mercado automotivo dos Estados Unidos que forçou a empresa a buscar ajuda de recursos federais. A GM informou ainda que vai cortar empregos administrativos e reduzir investimentos em 2,5 bilhões de dólares no próximo ano como parte de um plano de reestruturação revisado que agora tem como meta liberar 20 bilhões de dólares em liquidez para a empresa em 2009.

G-20 termina em alta. FMI em baixa
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que os países do G-20 saem da reunião, encerrada em São Paulo, falando grosso e fazendo duras críticas à falta de ação do Fundo Monetário Internacional (FMI). Terminam ainda fortalecidos para encaminhar sugestões para solucionar problemas do mercado financeiro. Mesmo assim, não houve consenso de todos os países para que o grupo das 20 maiores economias seja a única instância para discussão de medidas para o enfrentamento da crise global.
Mantega comentou que os participantes do G-20 entendem que o FMI pode ajudar, desde que passe por uma profunda reforma. O ministro admitiu que, como os temas são complexos, as sugestões efetivamente serão organizadas na reunião de Washington, dia 15, quando poderão receber o aval dos chefes de Estado.

Para Mantega, Brasil pode crescer em 2009
O Brasil pode conseguir um crescimento de 4% no próximo ano, mesmo com os efeitos da crise financeira que começam a atingir todo o mundo, avaliou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “O governo, apesar da desaceleração que pode haver nos próximos meses, vai tomar as medidas para que a economia não tenha queda forte”, disse Mantega na entrevista sobre a reunião do G20, em São Paulo. “É possível que consigamos alcançar esta porcentagem, mas vamos esperar o desenrolar dos acontecimentos para ver se é sustentável isso que eu estou falando”, acrescentou.
Mantega disse ainda que o governo mantém as projeções sobre o fundo soberano para este ano, de reservar o equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto.

Após fusão, clientes do Itaú pagam meia-entrada em cinemas do Unibanco
Clientes do Banco Itaú agora têm direito a meia-entrada nos cinemas da rede Unibanco Arteplex. Mas esta promoção só é valida para quem estiver em São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro. Correntistas do Unibanco já pagam meia. As duas instituições anunciaram a fusão na segunda-feira dia 3. Segundo informações do site da rede de cinemas, o desconto de 50% na entrada inteira passou a valer nesta semana. Com a fusão, os dois bancos formaram um conglomerado com valor de mercado entre os 20 maiores do mundo. O novo banco deverá ser o maior do hemisfério sul.
A operação precisa ser aprovada em assembléias extraordinárias de acionistas - previstas para serem realizadas entre a última semana de novembro e a primeira semana de dezembro, pelo Banco Central do Brasil e demais autoridades competentes, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Uso do cartão de crédito cresce apesar da crise
Os pagamentos com cartão de crédito continuam em crescimento no País, apesar da instabilidade econômica mundial, segundo estudo da Itaucard. O faturamento da indústria de cartões aumentou 21,3% no mês de outubro, comparado ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 19,8 bilhões. Em novembro, esse faturamento deve chegar a R$ 20,3 bilhões, o que representará expansão de 21,9% em relação ao mesmo mês de 2007.
Fernando Chacon, diretor de Marketing do Banco Itaú, fala que o atual momento macroeconômico do País favorece a confiança do consumidor em sua capacidade de pagamento futuro, mesmo com desaquecimento da economia mundial. E o setor de cartões de crédito é beneficiário direto deste cenário, tanto pela manutenção do consumo da população quanto pela evolução das emissões de novos plásticos.
Em novembro, a indústria deve contar com 108,9 milhões de cartões circulando no Brasil, quantidade 18,8% superior ao mesmo período de 2007.
De acordo com o levantamento, a indústria deve fechar o ano com faturamento de R$ 223,7 bilhões, o que representa uma alta de 22,1% em relação a 2007. Os cartões em circulação devem somar 110,2 milhões e a tíquete médio no ano deve chegar a R$ 78,40. O diretor de marketing ainda comenta, que o número de estabelecimentos credenciados cresceu 367% em dez anos. Em 1998, 300 mil pontos aceitavam os plásticos, estando a maioria deles localizados nos grandes centros, ao final do terceiro trimestre de 2008 já eram 1,4 milhão de locais onde os cartões são aceitos, com expansão tanto pelo interior do País como por periferias de grandes centros urbanos.