Associação Comercial e Industrial de Limeira

13 a 19 de novembro de 2008

Economia

Varejo deve se beneficiar com crise mundial

Acil / Ana Lídia Rizzo
Produtos brasileiros deverão substituir os importados, diz o presidente da CNDL

Os pequenos varejistas estão, neste momento, preocupados com um possível desabastecimento de produtos importados no Natal, já que os importadores estão incertos quanto ao dólar, segundo o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizaro, informa. Além disso, ele explica, a crise já chegou para esses empreendedores, na forma de redução dos prazos nas vendas. Entretanto, os grandes lojistas serão mais atingidos do que aqueles de pequeno porte. Isso significa que, para as MPEs, a crise é uma oportunidade.
“As grandes redes de varejo irão sofrer uma retração natural. Esse espaço será ocupado por alguém. Os pequenos comércios devem ocupar esse espaço. Eles terão ganhos melhores, se souberem controlar as vantagens operacionais e as negociações com as indústrias”, afirmou.

Redução do crédito
De acordo com Pellizaro, a falta de liquidez ainda não afetou as micro e pequenas empresas do setor. Além disso, a tendência é que a indústria ofereça melhores condições para o pequeno comércio, pois precisará vender além do grande varejo.
Ele acrescenta: “as grandes redes e lojas varejistas terão que vender a prazos menores aos consumidores. Esses prazos já são praticados pelos pequenos comércios. O fator competitivo das pequenas e médias empresas, com isso, deve aumentar. A guerra ficará mais equilibrada entre grandes redes de varejo e pequenos comerciantes”.

Vendas de Natal deverão ficar em torno de 5% maior que ano anterior

Com relação às vendas no Natal, o presidente da CNDL avisa que o brasileiro vai comprar. “As vendas não serão de acordo com a nossa expectativa de seis meses atrás, que era de uma alta de 10% em relação ao Natal de 2007. O crescimento das vendas deverá ficar em torno de 5%”.
“Produtos brasileiros deverão substituir os importados. Voltei de uma missão empresarial à China recentemente e vi que, se os importadores não comprarem nos próximos dez dias, os produtos não vão chegar para o Natal. A logística que envolve os produtos, desde a encomenda, leva tempo. O prazo está se esgotando”, acrescenta.