Os pequenos varejistas estão, neste momento, preocupados com um possível desabastecimento de produtos importados no Natal, já que os importadores estão incertos quanto ao dólar, segundo o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizaro, informa. Além disso, ele explica, a crise já chegou para esses empreendedores, na forma de redução dos prazos nas vendas. Entretanto, os grandes lojistas serão mais atingidos do que aqueles de pequeno porte. Isso significa que, para as MPEs, a crise é uma oportunidade.
“As grandes redes de varejo irão sofrer uma retração natural. Esse espaço será ocupado por alguém. Os pequenos comércios devem ocupar esse espaço. Eles terão ganhos melhores, se souberem controlar as vantagens operacionais e as negociações com as indústrias”, afirmou.
Redução do crédito
De acordo com Pellizaro, a falta de liquidez ainda não afetou as micro e pequenas empresas do setor. Além disso, a tendência é que a indústria ofereça melhores condições para o pequeno comércio, pois precisará vender além do grande varejo.
Ele acrescenta: “as grandes redes e lojas varejistas terão que vender a prazos menores aos consumidores. Esses prazos já são praticados pelos pequenos comércios. O fator competitivo das pequenas e médias empresas, com isso, deve aumentar. A guerra ficará mais equilibrada entre grandes redes de varejo e pequenos comerciantes”.