Associação Comercial e Industrial de Limeira
06 a 12 de novembro de 2008

Editorial

Brasil tem maior grupo financeiro privado do Hemisfério Sul

Uma reviravolta no mercado financeiro nacional entrou em curso com o anúncio da fusão entre as operações do Itaú, segundo maior banco privado do País, e as do Unibanco, quarto maior no ranking. A união das duas instituições, classificada de parceria, cria a Itaú Unibanco Holding, um conglomerado com R$ 575,1 bilhões de ativos, desde já o maior grupo financeiro privado do Hemisfério Sul, segundo a consultoria Economática.
A holding que nasce da associação do Itaú com o Unibanco será maior, em ativos, do que Bradesco, até então o maior banco privado do País, e do Banco do Brasil, o primeiro da lista. Estará entre os 20 maiores bancos do mundo, além de se transformar na quarta empresa mais valiosa em valor de mercado da América Latina, atrás apenas da Petrobras, da Vale e da mexicana de telefonia America Movil.
O novo grupo financeiro, que será controlado pela IU Participações, terá uma carteira de crédito no valor de R$ 240 bilhões, uma base de clientes de 14,5 milhões e uma rede de atendimento, entre agências e Postos de Atendimento Bancário (PABs), igual a 4,8 mil.
A fusão entre os dois bancos exigirá uma reorganização societária que se dará com a troca das ações ordinárias (com direito a voto) de acionistas não controladores do Unibanco e da Unibanco Holdings por ações ordinárias do Itaú Unibanco Holding. Para as ações preferenciais, a relação de troca foi fixada com base na cotação média de mercado na Bovespa dos últimos 45 pregões das Units, certificados de ações que equivalem a uma ação preferencial do Unibanco e a uma do Unibanco Holdings. O total de preferenciais e ordinárias emitidas somará 1.120.896 mil (27,4% das ações do Itaú Unibanco Holding). Itaú e Unibanco informam que, operacionalmente, nada mudará para os clientes e que agências não serão fechadas. Na avaliação do presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), é uma “fusão de gigantes que dá uma demonstração objetiva de que o sistema financeiro brasileiro está tranqüilo diante da crise mundial.”