Associação Comercial e Industrial de Limeira

30/out a 05/nov de 2008

Assunto Econômico

Novos projetos da Chevrolet
Além de anunciar que a General Motors irá manter os investimentos no Brasil e que a marca Chevrolet vai lançar um produto inteiramente novo, a cada ano, até 2012, o presidente da montadora, Jaime Ardila, reclamou das más condições do Pavilhão de Exposições do Anhembi. E lançou o desafio para que a cidade tenha um novo local para suas grandes feiras. O executivo recebeu aplausos de muitos jornalistas que há anos sofrem nas coberturas do evento de veículos.

Problemas sério: sobram críticas ao Anhembi
Realmente, as condições de trabalho no Anhembi deixam muito a desejar, especialmente nesta época do ano, quando se realiza o Salão do Automóvel (a cada dois anos) e a temperatura começa a subir. O calor é insuportável, já que a cobertura, de material metálico, além de manter alta a temperatura no interior do pavilhão, é barulhenta, tornando-se ainda pior quando as chuvas fortes, comuns nesta época, impedem qualquer conversa e já interromperam muitas coletivas no decorrer da história dos Salões que lá se realizam desde 1970, quando Caio de Alcantara Machado construiu o local, então avançado. O primeiro Salão aconteceu em 1960, no Pavilhão de Exposições do Ibirapuera, onde hoje se instala a Bienal de São Paulo.
O Anhembi tem 70 mil m² abrigando três pavilhões, Sul, Norte e Sudeste. O Salão do Automóvel, seu principal evento, deverá receber cerca de 600 mil pessoas nesta edição. Os visitantes pagarão R$ 30 pelo ingresso para autos e R$ 20 para estacionar seu carro, se tiverem sorte de encontrar uma vaga no limitado estacionamento. Uma saída é ir até a Estação Tietê do Metrô e, de lá pegar um ônibus, grátis, até o local da exposição.

Inflação paulistana sobe para 0,39% na terceira prévia de outubro
A inflação na capital paulista voltou a subir na terceira prévia de outubro, segundo dados divulgados nesta semana pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,39%, ante 0,31% na pesquisa anterior. Os preços dos alimentos, que há oito semanas registravam deflação, voltaram a subir, verificando variação de 0,02%. Na segunda prévia do mês, o índice ficou em –0,07%. A maior aceleração veio do grupo saúde, de 0,22 ponto percentual. A taxa do grupo passou de 0,38% para 0,60% na passagem da segunda para a terceira semana de outubro. Habitação também acelerou, passando de 0,58% para 0,68%.
As demais altas vieram de transportes (de 0,37% para 0,41%) e vestuário (de 0,32% para 0,40%). A taxa de despesas pessoais verificou o único recuo entre os grupos pesquisados, passando de 0,30% para 0,29%. A taxa de educação ficou estável em 0,6%.

Crise financeira mundial esfria a febre da casa própria no Brasil
Em 2007, o financiamento imobiliário com recursos da poupança cresceu quase 100% frente ao ano anterior, levando o setor à sua maior expansão em décadas. Agora, a crise financeira mundial ameaça transformar esses bons ventos em brisa.
O responsável pela piora no cenário é o aperto no crédito que o País tem começado a sentir: com o dinheiro em falta lá fora, os bancos tendem a proteger mais seus próprios recursos. Nessa tendência, três grandes bancos brasileiros aumentaram no início do mês a taxa de juros para o financiamento da casa própria. O Bradesco mudou a taxa de 9% para 10,5% ao ano para imóveis até R$ 120 mil. O Itaú reajustou o teto dos juros cobrados para 12%. No Unibanco, a taxa passou de 11% para 12%.
“Isso é o teto. Se o banco fazia (o financiamento) a 9%, não quer dizer que vai fazer a 12%, mas que se sente livre para variar mais as taxas. Agora eles vão estudar muito bem quem são os tomadores de crédito e dar taxas melhores àqueles clientes em que têm mais confiança”, diz João Crestana, do Secovi-SP, sindicato do setor imobiliário.