Associação Comercial e Industrial de Limeira

23 a 29 de outubro de 2008

Economia

Chave na mão, só com pagamento à vista

Divulgação
Especialistas dizem que e a melhor opção é investir no fundo DI ao invés de comprar um automóvel

Muito longe das oscilações das bolsas de valores, a confusão dos indicadores financeiros deixa atordoados também agentes da economia real. E o mercado automotivo, direta (com a queda das ações das montadoras) ou indiretamente (nos juros e vendas), já sente o impacto. Nessa hora, é natural o consumidor ficar em dúvida sobre até que ponto isso vai influenciar nos preços e se está na hora de comprar ou não um carro novo.
Se esse é o seu caso, é bom prestar atenção ao conselho que é unanimidade entre os especialistas: o momento é de esperar. Para o consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) e professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) Luiz Jurandir Simões, o ideal é que os compradores façam uma “poupança” e comprem o carro quando surgir uma boa promoção. “Automóveis e imóveis não podem ser adquiridos com pressa. Se souber aguardar, o consumidor pode conseguir até 30% de desconto.”
Se não puder esperar, o ideal, segundo ele, é ter em mãos pelo menos 40% do valor do carro para fazer a compra. “Postergar a aquisição vale a pena. A tendência é de que os juros caiam. E as vendas esfriando provocam promoções das montadoras. Os pátios não vão chegar a ficar lotados, já que as fábricas estão oferecendo férias coletivas aos trabalhadores para evitar esse cenário. Mas o processo atual na economia dificulta o escoamento da produção. O jeito vai ser fazer promoções e baixar os preços”, disse Simões. “Em fevereiro ou março de 2009, os juros devem estar menores.”
O professor sugere que os consumidores invistam o dinheiro que seria destinado à compra do automóvel em aplicações como um fundo DI, por exemplo. “Vale mais a pena, a taxa é atrativa”, afirmou.