| A crise atual derrubou a lógica do mercado
financeiro e tem deixado a todos, até os maiores especialistas,
sem explicações sobre o tamanho do rombo e o que pode
acontecer. Com isso, os riscos das aplicações vão
às alturas. Mas é possível calcular com precisão
as chances de insucesso de um investimento? Atualmente, investidores,
bancos e corretoras têm à disposição
sistemas de controle bastante sofisticados, por meio de bases técnicas
e cálculos matemáticos, além de previsões
e projeções sobre o comportamento futuro de ativos
e passivos.
O maior desafio é combinar a máxima rentabilidade
com o menor risco. Isso, porém, é cada vez mais difícil
com a globalização e o fato de muitas variantes macroeconômicas
afetarem ativos em todos os países. As metodologias para
se mensurar o risco de um ativo ou de uma carteira, no entanto,
são as mais variadas.
Entre as fórmulas matemáticas mais utilizadas está
a de Harry Markowitz, a primeira a demonstrar que a diversificação
é importante: ao escolher ações que não
se movam exatamente juntas, tem-se uma redução no
desvio padrão e a diluição das possíveis
perdas. Outra bastante comum é a teoria de Preferência
pela Liquidez de Tobin, que considera títulos do governo
(sem risco) como parte do cálculo de uma carteira. Já
a fórmula de Willian Sharpe avalia o índice de um
fundo ou de uma carteira em relação ao índice
ótimo, ou o indicador de mercado.
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