Associação Comercial e Industrial de Limeira
23 a 29 de outubro de 2008

Editorial

Fórmulas matemática
usada para afastar riscos

A crise atual derrubou a lógica do mercado financeiro e tem deixado a todos, até os maiores especialistas, sem explicações sobre o tamanho do rombo e o que pode acontecer. Com isso, os riscos das aplicações vão às alturas. Mas é possível calcular com precisão as chances de insucesso de um investimento? Atualmente, investidores, bancos e corretoras têm à disposição sistemas de controle bastante sofisticados, por meio de bases técnicas e cálculos matemáticos, além de previsões e projeções sobre o comportamento futuro de ativos e passivos.
O maior desafio é combinar a máxima rentabilidade com o menor risco. Isso, porém, é cada vez mais difícil com a globalização e o fato de muitas variantes macroeconômicas afetarem ativos em todos os países. As metodologias para se mensurar o risco de um ativo ou de uma carteira, no entanto, são as mais variadas.
Entre as fórmulas matemáticas mais utilizadas está a de Harry Markowitz, a primeira a demonstrar que a diversificação é importante: ao escolher ações que não se movam exatamente juntas, tem-se uma redução no desvio padrão e a diluição das possíveis perdas. Outra bastante comum é a teoria de Preferência pela Liquidez de Tobin, que considera títulos do governo (sem risco) como parte do cálculo de uma carteira. Já a fórmula de Willian Sharpe avalia o índice de um fundo ou de uma carteira em relação ao índice ótimo, ou o indicador de mercado.