Associação Comercial e Industrial de Limeira

02 a 08 de outubro de 2008

Vendas

Criança também opina na escolha

Acil/ Ana Lídia Rizzo
Teo Lauton tem uma loja infantil e comenta que mesmo as crianças de 2 e 3 anos influenciam seus pais nas compras, mesmo de roupas
Depois dos restaurantes, o que mais atrai brasileiros quando decidem abrir seu próprio negócio é o ramo de confecções e vestuário, revelam pesquisas do Sebrae. Mas entrar para o concorrido mercado das agulhas, linhas e tecidos requer mais do que vontade. Ainda mais se o empresário tiver grandes planos para introduzir uma nova marca nos maiores mercados. Só no Estado de São Paulo estão sediadas 6.500 empresas do segmento de confecção, mostra o levantamento da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) de 2006. No período, foram movimentados US$ 7,25 bilhões nessa cadeia.
Pesquisa da britânica TNS revelou que as crianças da América Latina representam um importante mercado consumidor, em ascensão, até por terem grande poder de decisão nas compras das famílias. Karina Milaré, diretora de Planejamento do instituto de pesquisas, diz que entre as mães brasileiras a influência das crianças sobre as compras é mais marcante que nos outros cinco países pesquisados - aqui, 71% se revelaram dispostas a sacrificar o bolso para atender às expectativas dos filhos. Na, Argentina, Chile, Guatemala e México, o índice é de 66%. ‘’A nova configuração das famílias e o ingresso da mulher no mercado de trabalho são fatores que alimentam ainda mais o poder da criança’’, ressalta. Karina acrescenta que uma das influências sobre o mercado em diversos ramos de atividades é o crescimento da classe média, movimentando diretamente o consumo infantil’’, diz.
De acordo com Teo Lauton, 28, sócio-proprietário da Udine Kids, “as crianças opinam na hora de comprar as roupas, mesmo as mais pequenas de 2 anos. Hoje é tudo muito precoce”, afirma.
Lauton, que decidiu abrir a loja de roupas infantis há 3 anos, diz que a cidade estava carente de lojas na área que tivessem um atendimento personalizado e entendesse o gosto do cliente. “Hoje faço sacolas com os lançamentos e mando na casa do cliente, isso faz girar quase 40% do meu faturamento. A maneira de como se trata o freguês é que faz a diferença”, comenta.
Teo ainda ressalta que os números de meninas clientes são bem maiores, mesmo porque existe muito mais opções, são os acessórios, os sapatos, e as roupas e elas tem poder decisivo na hora de comprar.
Isabella Ramos Silva, 5, ajuda a mãe a escolher as roupas e faz questão de vir até a loja. “Ela ajuda a decidir sim e sempre acabo comprando o que mais a agrada”, diz Joice Ramos da Silva, mãe da menina.