Depois dos restaurantes, o que mais atrai brasileiros
quando decidem abrir seu próprio negócio é
o ramo de confecções e vestuário, revelam pesquisas
do Sebrae. Mas entrar para o concorrido mercado das agulhas, linhas
e tecidos requer mais do que vontade. Ainda mais se o empresário
tiver grandes planos para introduzir uma nova marca nos maiores
mercados. Só no Estado de São Paulo estão sediadas
6.500 empresas do segmento de confecção, mostra o
levantamento da Associação Brasileira da Indústria
Têxtil (Abit) de 2006. No período, foram movimentados
US$ 7,25 bilhões nessa cadeia.
Pesquisa da britânica TNS revelou que as crianças da
América Latina representam um importante mercado consumidor,
em ascensão, até por terem grande poder de decisão
nas compras das famílias. Karina Milaré, diretora
de Planejamento do instituto de pesquisas, diz que entre as mães
brasileiras a influência das crianças sobre as compras
é mais marcante que nos outros cinco países pesquisados
- aqui, 71% se revelaram dispostas a sacrificar o bolso para atender
às expectativas dos filhos. Na, Argentina, Chile, Guatemala
e México, o índice é de 66%. ‘’A
nova configuração das famílias e o ingresso
da mulher no mercado de trabalho são fatores que alimentam
ainda mais o poder da criança’’, ressalta. Karina
acrescenta que uma das influências sobre o mercado em diversos
ramos de atividades é o crescimento da classe média,
movimentando diretamente o consumo infantil’’, diz.
De acordo com Teo Lauton, 28, sócio-proprietário da
Udine Kids, “as crianças opinam na hora de comprar
as roupas, mesmo as mais pequenas de 2 anos. Hoje é tudo
muito precoce”, afirma.
Lauton, que decidiu abrir a loja de roupas infantis há 3
anos, diz que a cidade estava carente de lojas na área que
tivessem um atendimento personalizado e entendesse o gosto do cliente.
“Hoje faço sacolas com os lançamentos e mando
na casa do cliente, isso faz girar quase 40% do meu faturamento.
A maneira de como se trata o freguês é que faz a diferença”,
comenta.
Teo ainda ressalta que os números de meninas clientes são
bem maiores, mesmo porque existe muito mais opções,
são os acessórios, os sapatos, e as roupas e elas
tem poder decisivo na hora de comprar.
Isabella Ramos Silva, 5, ajuda a mãe a escolher as roupas
e faz questão de vir até a loja. “Ela ajuda
a decidir sim e sempre acabo comprando o que mais a agrada”,
diz Joice Ramos da Silva, mãe da menina. |