Associação Comercial e Industrial de Limeira

25/set a 01/out de 2008

Economia

Consumo de cosméticos avança nas classes populares

ACIL/ Ana Lídia Rizzo
Um estudo encomendado pela marca de produtos de beleza “Nephria” revela que as mulheres gastam em média três anos de sua vida cuidando da aparência. Para os homens, esses cuidados chegam a apenas três meses. A pesquisa analisou o comportamento de 3 mil mulheres, considerando uma saída por semana, nas quais a mulher gastaria em média 22
minutos para se lavar, sete para passar cremes e loções, 23 para arrumar os cabelos, 14 para se maquiar e seis
para se vestir, totalizando 1 hora e 12 minutos.

O Brasil está mais cheiroso. O aumento do poder aquisitivo das classes C e D em 2007 colocou o País na posição de segundo maior consumidor mundial de desodorantes, produtos para cabelos, higiene bucal, perfumaria e cosméticos masculinos e para crianças. Os produtos mais comercializados no último ano foram os cremes anti-sinais, maquiagem e perfumes.
“A classe C está entrando com uma enorme força nesse mercado. Não que esses consumidores estejam começando agora a usar produtos de higiene e beleza; eles já usavam, mas para ocasiões especiais. A novidade é que estão incorporando ao dia-a-dia”, diz João Carlos Basílio da Silva, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).
O País já ocupa, desde 2006, a terceira posição entre os maiores mercados de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos do mundo, perdendo apenas para Estados Unidos, o maior mercado, e Japão. Com um faturamento de US$ 22,23 bilhões, essa indústria registrou um crescimento de 22,6% em 2007, segundo dados do Euromonitor, empresa de pesquisa de mercado. Só nos primeiros seis meses de 2008, essa indústria cresceu 7,73% em vendas em relação ao mesmo período do ano passado.
A importância desse mercado já faz com que grandes empresas, como a Avon e Unilever, aumentem os investimentos para atender à crescente demanda. O Brasil já é o segundo maior em vendas para a multinacional Avon, que acaba de anunciar o investimento de US$ 150 milhões na construção de um novo centro de distribuição, na cidade de Cabreúva, a 80 km de São Paulo – será o maior da empresa no mundo. Dentre os 100 países onde a companhia está presente, o Brasil tem também a maior força de vendas: 1,2 milhão de revendedoras.