Economia |
Consumo de cosméticos avança nas
classes populares |
ACIL/ Ana Lídia Rizzo |
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Um estudo encomendado pela marca de produtos
de beleza “Nephria” revela que as mulheres gastam
em média três anos de sua vida cuidando da aparência.
Para os homens, esses cuidados chegam a apenas três
meses. A pesquisa analisou o comportamento de 3 mil mulheres,
considerando uma saída por semana, nas quais a mulher
gastaria em média 22
minutos para se lavar, sete para passar cremes e loções,
23 para arrumar os cabelos, 14 para se maquiar e seis
para se vestir, totalizando 1 hora e 12 minutos. |
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O Brasil está mais cheiroso. O aumento do poder aquisitivo
das classes C e D em 2007 colocou o País na posição
de segundo maior consumidor mundial de desodorantes, produtos
para cabelos, higiene bucal, perfumaria e cosméticos masculinos
e para crianças. Os produtos mais comercializados no último
ano foram os cremes anti-sinais, maquiagem e perfumes.
“A classe C está entrando com uma enorme força
nesse mercado. Não que esses consumidores estejam começando
agora a usar produtos de higiene e beleza; eles já usavam,
mas para ocasiões especiais. A novidade é que estão
incorporando ao dia-a-dia”, diz João Carlos Basílio
da Silva, presidente da Associação Brasileira da
Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos
(Abihpec).
O País já ocupa, desde 2006, a terceira posição
entre os maiores mercados de produtos de higiene pessoal, perfumaria
e cosméticos do mundo, perdendo apenas para Estados Unidos,
o maior mercado, e Japão. Com um faturamento de US$ 22,23
bilhões, essa indústria registrou um crescimento
de 22,6% em 2007, segundo dados do Euromonitor, empresa de pesquisa
de mercado. Só nos primeiros seis meses de 2008, essa indústria
cresceu 7,73% em vendas em relação ao mesmo período
do ano passado.
A importância desse mercado já faz com que grandes
empresas, como a Avon e Unilever, aumentem os investimentos para
atender à crescente demanda. O Brasil já é
o segundo maior em vendas para a multinacional Avon, que acaba
de anunciar o investimento de US$ 150 milhões na construção
de um novo centro de distribuição, na cidade de
Cabreúva, a 80 km de São Paulo – será
o maior da empresa no mundo. Dentre os 100 países onde
a companhia está presente, o Brasil tem também a
maior força de vendas: 1,2 milhão de revendedoras.
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