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Beleza é fundamental. E para que a beleza
seja realçada, há uma poderosa e dinâmica indústria
pesquisando novas matérias-primas para a produção
de cosméticos e criando necessidades entre um público
sempre ávido por novidades. É uma indústria
que não discrimina: atende de bebês a idosos, homens
e mulheres, brancos e negros, ricos e pobres.
Qualquer que seja a idade, a raça ou a condição
social, o consumidor encontrará na farmácia, nas lojas
de grife ou, o que é mais comum, receberá em casa,
o produto de beleza mais adequado.
“Quem não quer se sentir belo, quem não quer
melhorar o aspecto?” - pergunta João Carlos Basílio
da Silva, o homem à frente de uma associação
que congrega 320 empresas do setor de higiene e beleza. Criada em
abril de 1995 com o extenso nome de Associação Brasileira
da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos
ou, mais fácil, Abihpec/Brasil, a entidade só tem
divulgado boas notícias do setor. A principal delas são
os índices de crescimento, à razão de 10,7%
nos últimos cinco anos. Não é pouca coisa:
é cinco vezes mais que o crescimento da indústria
em geral e do próprio PIB do País no mesmo período.
“O setor cresceu tanto que muitas vezes não há
como por tudo o que existe à disposição do
cliente. Temos que selecionar aquilo que há de mais completo
e diferenciado”, diz Karina Roncatto Rossler, proprietária
da Princesa Cosméticos.
A pesquisa, junto com a tecnologia, é vital para o ramo.
Não é por menos que um dos gigantes multinacionais
como a Avon investiu 100 milhões de dólares em seu
centro de pesquisas. A Natura destina 3% de seu faturamento líquido
em busca de novas essências ou novos usos para as plantas
nativas.
Segundo Karina, “a linha masculina é uma das que estão
mais emergentes. Estão surgindo a cada dia novos produtos,
como shampoos, condicionadores, sabonetes, e até mesmo cremes
hidratantes e anti-rugas, específicos para eles”, comenta
ela.
A vendedora da Sempre Bella Cosméticos, Rosângela Souza,
25, conta que até mesmo para as crianças há
a procura pelos produtos específicos. “Temos uma grande
linha infantil e variedade para atrair os pequenos”, diz Rosângela.
O acesso a qualquer tipo de produto, seja de primeira necessidade
como os sabonetes e cremes dentais, seja, por assim dizer, acessórios,
como os perfumes, foi facilitado pelos preços mais acessíveis,
resultado do uso de tecnologia de ponta nos processos de fabricação
e seu conseqüente aumento de produtividade. E a tendência
é de que esses produtos se tornarão de mais fácil
alcance.
“As maquiagens, de importadas a nacionais, estão sempre
saindo. Hoje se usa maquiagem pra tudo, há opções
para qualquer ocasião além disso, há os perfumes
importados que atraem muito a clientela”, salienta Karina,
que explica ainda que as empresas seguem as tendências lançadas
por outras. Todas produzem o mesmo tipo de um determinado produto,
a fim de garantir ao consumidor a opção de escolha
diante da concorrência”, afirma a proprietária.
Outro diferencial é o atendimento. O auxílio na hora
de escolher o produto correto facilita a compra e permite ao cliente
não “levar gato por lebre”, além de saber
o uso correto do produto, não cometendo assim erros. As atendentes
recebem treinamentos semanais, para instruir o cliente a comprar
o produto adequado para cada caso.
Nada parece supérfluo nesse mercado. O tema anda tão
em evidencia que o “The New York Times”, um dos mais
prestigiados jornais do mundo, criou em agosto uma coluna de críticas
de perfume. |