Associação Comercial e Industrial de Limeira
04 a 10 de setembro de 2008

Indústria de Beleza

Comércio de cosméticos comemora vendas

Acil/ Fotos: Roxane Regly
     
 
A cada dia várias marcas novas são inseridas no mercado aquecendo a concorrência a criar sempre novos produtos para agradar o consumidor
 
“As mulheres não vivem mais sem maquiagem, seja para o dia ou para a noite”, diz Karina Rossler, proprietára do Princesa Cosméticos
 
As empresas de cosméticos treinam atendentes para instruir o consumidor o modo correto de utilizar cada produto
Beleza é fundamental. E para que a beleza seja realçada, há uma poderosa e dinâmica indústria pesquisando novas matérias-primas para a produção de cosméticos e criando necessidades entre um público sempre ávido por novidades. É uma indústria que não discrimina: atende de bebês a idosos, homens e mulheres, brancos e negros, ricos e pobres.
Qualquer que seja a idade, a raça ou a condição social, o consumidor encontrará na farmácia, nas lojas de grife ou, o que é mais comum, receberá em casa, o produto de beleza mais adequado.
“Quem não quer se sentir belo, quem não quer melhorar o aspecto?” - pergunta João Carlos Basílio da Silva, o homem à frente de uma associação que congrega 320 empresas do setor de higiene e beleza. Criada em abril de 1995 com o extenso nome de Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos ou, mais fácil, Abihpec/Brasil, a entidade só tem divulgado boas notícias do setor. A principal delas são os índices de crescimento, à razão de 10,7% nos últimos cinco anos. Não é pouca coisa: é cinco vezes mais que o crescimento da indústria em geral e do próprio PIB do País no mesmo período. “O setor cresceu tanto que muitas vezes não há como por tudo o que existe à disposição do cliente. Temos que selecionar aquilo que há de mais completo e diferenciado”, diz Karina Roncatto Rossler, proprietária da Princesa Cosméticos.
A pesquisa, junto com a tecnologia, é vital para o ramo. Não é por menos que um dos gigantes multinacionais como a Avon investiu 100 milhões de dólares em seu centro de pesquisas. A Natura destina 3% de seu faturamento líquido em busca de novas essências ou novos usos para as plantas nativas.
Segundo Karina, “a linha masculina é uma das que estão mais emergentes. Estão surgindo a cada dia novos produtos, como shampoos, condicionadores, sabonetes, e até mesmo cremes hidratantes e anti-rugas, específicos para eles”, comenta ela.
A vendedora da Sempre Bella Cosméticos, Rosângela Souza, 25, conta que até mesmo para as crianças há a procura pelos produtos específicos. “Temos uma grande linha infantil e variedade para atrair os pequenos”, diz Rosângela.
O acesso a qualquer tipo de produto, seja de primeira necessidade como os sabonetes e cremes dentais, seja, por assim dizer, acessórios, como os perfumes, foi facilitado pelos preços mais acessíveis, resultado do uso de tecnologia de ponta nos processos de fabricação e seu conseqüente aumento de produtividade. E a tendência é de que esses produtos se tornarão de mais fácil alcance.
“As maquiagens, de importadas a nacionais, estão sempre saindo. Hoje se usa maquiagem pra tudo, há opções para qualquer ocasião além disso, há os perfumes importados que atraem muito a clientela”, salienta Karina, que explica ainda que as empresas seguem as tendências lançadas por outras. Todas produzem o mesmo tipo de um determinado produto, a fim de garantir ao consumidor a opção de escolha diante da concorrência”, afirma a proprietária.
Outro diferencial é o atendimento. O auxílio na hora de escolher o produto correto facilita a compra e permite ao cliente não “levar gato por lebre”, além de saber o uso correto do produto, não cometendo assim erros. As atendentes recebem treinamentos semanais, para instruir o cliente a comprar o produto adequado para cada caso.
Nada parece supérfluo nesse mercado. O tema anda tão em evidencia que o “The New York Times”, um dos mais prestigiados jornais do mundo, criou em agosto uma coluna de críticas de perfume.