Os investimentos nos principais setores da economia brasileira
vão crescer 52% nos próximos quatro anos, segundo
o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social), Luciano Coutinho.
O número se refere a quatro setores que representam cerca
de 50% do total de investimentos: indústria e serviços;
infra-estrutura; construção residencial; e agropecuária.
O dinheiro do setor público e privado nessas áreas
vai passar de R$ 1,554 trilhão no período 2004-2007
para R$ 2,367 trilhões no período 2008-2011. “Isso
sem incluir novos investimentos que virão e assim podemos
ultrapassar isso”, disse Coutinho, durante apresentação
no CDES (Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social) sobre investimentos no País.
Somente na área de petróleo e gás, excluídos
os investimentos no pré-sal, o dinheiro aplicado vai crescer
83% nessa comparação, para R$ 270 bilhões.
O governo prevê também que a taxa de investimento
vá passar dos atuais 14,9% do PIB (Produto Interno Bruto)
nos últimos 12 meses para 20,9% do PIB no final de 2010.
“Hoje, o investimento vem aumentando consistentemente e
muito acima do crescimento do PIB, duas vezes e meia o crescimento
do PIB”, afirmou.
Coutinho também destacou outros investimentos que serão
feitos por setores. A produção anual de veículos
deve passar de 3,85 milhões em 2008 para 5,1 milhões
em 2014. A capacidade produtiva na siderurgia e na área
de celulose vai dobrar até lá.
Em relação aos biocombustíveis, a produção
de etanol aumentará 80% nesse mesmo período, para
49 bilhões de litros na safra 2014/2015. “O etanol
é uma oportunidade energética excepcional”,
disse.
O presidente do BNDES disse também que a crise internacional
iniciada nos EUA completa um ano sem que isso tenha afetado os
investimentos no Brasil.
“Estamos completando um ano de crise internacional e as
decisões de investimento no Brasil nem tremeram. Isso não
quer dizer que vamos subir no salto alto e dizer que está
tudo resolvido. Há uma travessia ainda pela frente, mas
nós podemos atravessar as tormentas que ainda estão
por vir”, afirmou.